Por Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO (Reuters) – A Petrobras (BVMF 🙂 iniciou estudos para a implantação de uma nova plataforma em Búzios, que seria a 12ª unidade do tipo FPSO no mega campo do pré-sal localizado na Bacia de Santos, disseram três fontes com conhecimento do assunto à Reuters.
A plataforma, cujo custo poderá envolver milhares de milhões de dólares, criaria também um novo “hub” de gás do pré-sal, numa altura em que o Brasil tenta aumentar a oferta de combustível, segundo as fontes, que falaram sob condição de anonimato.
“Haverá uma 12ª unidade, os estudos já estão em curso”, disse uma das fontes, evitando falar nos valores necessários para o projecto.
Cada plataforma em Búzios teve um custo médio estimado em 3,5 bilhões de dólares, segundo uma das fontes.
“Essa plataforma é ampliar a produção de gás em Búzios. A ideia é ter uma plataforma de tratamento de gás para Búzios”, acrescentou a fonte.
Búzios, que já é o segundo campo produtor do Brasil, ainda atrás de Tupi, produziu 874,8 mil barris de óleo equivalente por dia (boed) em junho, de um total de 4,35 milhões boed produzidos no país, segundo dados do órgão regulador ANP .
Mas as plataformas de Búzios foram projetadas, segundo fontes, com foco maior na reinjeção do gás do pré-sal. Do total em Búzios, foram produzidos cerca de 690 mil barris/dia em junho.
A 12ª unidade em Búzios, onde a Petrobras é operadora com 89% de participação e tem parceiros chineses CNOOC e CNODC com participações minoritárias, seria destinada à produção de gás, além de tratar o produto produzido nos demais FPSOs.
Um novo FPSO – unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência – otimizaria a produção do pré-sal depois que a Petrobras ficou sob pressão para reinjetar menos gás nos poços.
Esta estratégia que valoriza a produção de petróleo, em detrimento do gás, já foi criticada anteriormente pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
A produção do pré-sal no Brasil também sofre com um déficit na infraestrutura de escoamento de gás, o que não deixa outra alternativa senão a reinjeção de determinados volumes, algo que deverá ser minimizado com a entrada em operação do gasoduto Rota 3, neste terceiro trimestre.
O projeto de Búzios prevê atualmente 11 unidades para o campo que detém as maiores reservas de petróleo e gás em águas profundas do mundo, segundo especialistas, mas sua produção está mais concentrada em petróleo do que em gás.
“Seria uma plataforma para ser um hub, um cluster. É uma oportunidade para melhorar a qualidade do gás de Búzios, usar mais gás, tratar e melhorar a qualidade do gás que será levado para a rota 3 da Petrobras”, explicou a fonte .
Búzios já representa algo próximo de 20% da produção nacional de petróleo e gás, mas aumentará o bombeamento à medida que novas unidades de produção forem agregadas, tornando-se o maior campo do país.
O campo opera atualmente com cinco plataformas, todas do tipo FPSO: P-74, P-75, P-76, P-77 e Almirante Barroso, que entrou em produção no ano passado.
Além das cinco unidades já em operação em Búzios, o atual Plano Estratégico da Petrobras prevê mais seis unidades.
Com unidades planejadas até o momento, a Petrobras prevê produção de cerca de 2 milhões de barris de petróleo por dia até 2030, segundo comunicado divulgado em abril, quando Búzios atingiu produção acumulada de 1 bilhão de barris.
Um 12º FPSO idealizado aumentaria a capacidade em pelo menos 150 mil (boed), segundo uma das fontes.
Procurada, a Petrobras não comentou o assunto de imediato.
“A Petrobras atingirá em breve a marca de 800 mil barris/dia em Búzios; e a marca de 1 milhão certamente será atingida em 2026”, disse a fonte.
“Búzios será a grande estrela da Petrobras e ultrapassará Tupi em 2025. Um está em trajetória ascendente e o outro está em declínio”, explicou, referindo-se ao declínio natural e esperado de Tupi nos próximos anos.
(Por Rodrigo Viga Gaier)
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