O Ministro dos Transportes, Renan Filhoconsidera que, para aumentar o número de concessões rodoviárias, a gestão pública não pode repetir os erros estratégicos cometidos nas últimas décadas em relação ao desenvolvimento de projetos.
“Não podemos proteger lucros ou impor capex (valor de investimento estabelecido em contratos)”, disse o ministro durante a Bienal de Rodovias, evento organizado pelas concessionárias.
A protecção dos lucros, segundo o ministro, deveu-se à ansiedade das administrações anteriores em impor lucros baixos, o que alienaria o sector privado.
“Não podemos dizer à empresa quanto ela pode ganhar, porque senão ela tomará uma decisão racional de não participar do leilão. É por isso que temos, historicamente, leilões com baixa concorrência”, detalhou ao Broadcast em entrevista após falar na Bienal.
“Para realizar mais leilões, temos que dar maior clareza aos processos, modernizar contratos e corrigir desequilíbrios em contratos passados. Tivemos concessionárias que nunca reportaram lucro aos acionistas”, afirmou Renan Filho.
A protecção a evitar, explicou, é estritamente a imposta durante a fase de concorrência, não se estendendo a punições financeiras específicas de fiscalização de contratos, como é feito com a redução das taxas de portagem em caso de incumprimento de obrigações por parte das empresas.
Novos leilões
O ministro lembrou a meta de 35 novos leilões até 2026 e a procura da renegociação dos contratos de concessão que se queixam de “grave desequilíbrio” – até então falava-se em 14 possíveis renegociações, hoje disse que há 15 potenciais.
“Se conseguirmos isso, estamos falando de um investimento de cerca de R$ 400 bilhões”, estimou Renan Filho.
“As alterações que fizemos na modernização da quinta fase, mais a optimização destes contratos, trazendo-os para os parâmetros da quinta fase, serão fundamentais para a transformação da infra-estrutura rodoviária nacional”, afirmou o ministro.
Para o próximo leilão previsto, o da BR-381, que será realizado no dia 29 de agosto, Renan Filho disse que, diferentemente das últimas tentativas, que não atraíram interessados, haverá concorrência. A participação de diferentes empresas, disse, é importante para garantir a saúde das concessionárias no longo prazo.
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