Os governadores do Nordeste se reuniram nesta quarta-feira em Brasília com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para solicitar alterações no projeto de renegociação da dívida estadual, de autoria do próprio senador.
Entre as reivindicações, os governadores pediram mudanças nos critérios propostos do fundo de equalização para beneficiar os estados com baixa dívida e que as dívidas dos estados com instituições privadas também possam ser renegociadas.
Pelo projeto de Pacheco, os estados poderão entregar seus próprios bens e em troca terão redução na taxa de indexação da dívida, que hoje equivale ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 4%. Parte da dívida também pode ser convertida em investimentos.
No entanto, nem todos os Estados têm dívidas ou activos elevados para entregar à União. Por isso, Pacheco propôs um fundo de equalização da dívida, que será composto pelo equivalente a 1% dos juros que os estados pagariam à União.
A reivindicação dos governadores do Nordeste é que esse percentual seja alterado para 2%.
Na reunião, os governadores pediram igualdade nas negociações em relação aos estados superendividados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
— A proposta inicial afirma que o fundo de equalização seria de 1%. Trouxemos uma nova proposta, para que o percentual para compor esse fundo de atualização fique em torno de 2% — disse a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra.
Quanto aos critérios de distribuição deste fundo, a proposta apresentada prevê que esta se baseie na população de cada estado. Porém, segundo Fátima Bezerra, seria mais justo se o critério adotado fosse o Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE).
— Em relação aos critérios de distribuição, obviamente há esse debate. Outros critérios que estão sendo exatamente apresentados. Insistimos que sejam considerados os critérios do fundo de participação estadual — afirmou o governador.
Outro pedido feito ao presidente do Senado foi que as dívidas dos estados com instituições privadas, como bancos, também pudessem ser renegociadas e os prazos de pagamento estendidos.
— Então vamos propor um texto para que ele avalie junto com os consultores do Senado e com os pares do Senado Federal para viabilizar também essa questão da igualdade, visto que será feito um esforço da União para alongar e reduzir o encargos da dívida dos Estados com a União, que também seja feito um esforço da União para reduzir as taxas, alongar o prazo e aumentar a carência das dívidas bancárias que os Estados têm com as instituições do sistema financeiro nacional — detalhou o governador do Piauí, Rafael Fonteles.
Segundo os governadores, o presidente do Senado ficou “sensibilizado” com as demandas e as negociações serão realizadas nos próximos dias. A ideia é que o texto seja votado na próxima semana no Congresso.
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