Por Fabrício de Castro
SÃO PAULO (Reuters) – As taxas DI voltaram a subir nesta quarta-feira no Brasil, em mais um dia de pressão por ativos de países emergentes e forte alta do real, além de alta nos rendimentos do Tesouro no período da tarde.
Nas últimas nove sessões, as taxas futuras subiram em sete delas, o que sugere um mercado mais cauteloso no Brasil.
No final da tarde, a taxa DI (Depósito Interbancário) de janeiro de 2025 – que reflete a política monetária no curtíssimo prazo – ficou praticamente estável, em 10,675%, ante 10,677% do reajuste anterior. A taxa DI para janeiro de 2026 foi de 11,58%, ante 11,509% do reajuste anterior, enquanto a taxa de janeiro de 2027 foi de 11,835%, ante 11,776%.
Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 foi de 12,2%, ante 12,175%, e o contrato de janeiro de 2033 teve taxa de 12,19%, ante 12,173%.
Durante a manhã, as taxas futuras oscilaram em terreno negativo, depois de terem subido mais de 15 pontos base na véspera em alguns prazos.
No entanto, o dia voltou a estar sob pressão para os ativos dos países emergentes, na sequência das preocupações em torno da economia da China – um importante comprador global de commodities. A firme valorização do dólar frente ao real foi um fator de sustentação para a curva a termo.
Pouco depois do meio-dia, os rendimentos do Tesouro também ganharam força, puxando a curva brasileira. Após atingir mínima de 11,46% (-5 pontos-base frente ao reajuste anterior) às 12h18, a taxa DI para janeiro de 2026 subiu para máxima de 11,60% (+9 pontos-base) às 16h13. Paralelamente, o dólar sustentou ganhos acima de 1% frente ao real.
“Há pressão para desvalorizar a moeda brasileira. (É preciso) lembrar que um câmbio desvalorizado é bastante inflacionário. Uma taxa de câmbio agora mais próxima de 5,60 (reais) dificulta muito a vida do Banco Central do Brasil no controle da inflação”, disse o economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala, em comentário enviado aos clientes à tarde.
Profissionais ouvidos pela Reuters também apontaram que, com a agenda econômica vazia no Brasil, os ativos foram fortemente influenciados nesta quarta pelo exterior, embora a questão fiscal continue no radar.
Perto do fechamento, a curva a termo brasileira precificou 87% de chance de manter a taxa básica Selic em 10,50% ao ano na próxima semana e 13% de chance de um aumento de 25 pontos base. Na terça-feira os percentuais eram de 86% e 14%, respectivamente.
Na quinta-feira o mercado estará atento à divulgação de importantes indicadores econômicos, tanto no Brasil quanto no exterior. Entre eles estão o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de julho e a receita federal de junho, ambos no Brasil, e a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos.
Às 16h43, o – referência global para decisões de investimentos – subia 4 pontos-base, para 4,274%.
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