No auge do acalorado debate em torno da manutenção ou não da desoneração da folha de pagamento para os 17 setores da economia que se dizem os maiores empregadores do país, o economista-chefe da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo ( Fiesp), Igor Rocha, surge como voz discordante da tese de que o benefício não teria funcionado.
Segundo ele, para discutir a efetividade do benefício, é preciso debater o “contrafactual” – situação ou evento que não aconteceu, mas poderia ter acontecido. Só assim, na opinião do economista da Fiesp, é possível chegar a uma conclusão sobre onde estaria a indústria – que está em queda há mais de uma década – se não fosse beneficiada pela isenção.
“Não concordo que a isenção não tenha funcionado. O contrafactual tem que ser implementado. A indústria – que está em queda – não estaria pior se não fosse a isenção?”, questiona Rocha.
Vocalizando o discurso da alta direção da Fiesp, Rocha reitera que o que o setor exige é carga tributária igualitária para todos os setores. A avaliação do economista é que a isenção só existe – era necessária – por causa da distorção do sistema tributário brasileiro, que permite que alguns segmentos da economia paguem menos impostos do que outros.
“A isenção existe por causa da distorção na cadeia tributária do setor produtivo. Faz sentido discutir o fator que gera essa distorção, a causa da doença”, aponta o chefe do Departamento Econômico da Fiesp.
Para Rocha, as autoridades precisam ouvir e discutir com o setor produtivo o que deu certo e o que deu errado com a desoneração tributária.
Numa analogia simples, ele cita a figura de dois amigos que descem até o litoral paulista, um deles paga o pedágio de R$ 35 e o outro paga apenas R$ 1. Na praia, como compensação, quem pagou mais pelo pedágio ganha um ingresso para beber água de coco de graça, e o cara que pagou apenas R$ 1 pelo pedágio tenta tirar a água de coco do amigo. É isso, segundo o economista, o que estão tentando fazer com a indústria, na esteira da proposta de aumento da folha salarial.
Segundo a Receita Federal, a manutenção da isenção para esses 17 setores representará, para o governo, uma renúncia fiscal de R$ 12 bilhões em 2024, R$ 12 bilhões em 2025, R$ 13 bilhões em 2026 e R$ 13 bilhões em 2027.
Reforma tributária
Igor Rocha está preocupado com o que emerge na atual etapa da reforma tributária, que está em fase de aprovação regulatória. Segundo ele, a preocupação decorre do facto de a taxa normal do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) poder, segundo o Ministério das Finanças, ficar nos 21% – ou seja, em linha com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). ): grupo de países, constituído essencialmente por economias avançadas.
“Mas vamos ter uma taxa de 26,5% porque os sectores com grande poder de lobby estão a pressionar para manter os benefícios que já têm. O IVA é um bom modelo, e a reforma também é boa, mas poderia ser melhor”, disse ele. questionar como um setor que está na vanguarda do processo produtivo, que não paga impostos, pode querer crédito tributário.
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