Por Marcela Aires
BRASÍLIA (Reuters) – O governo brasileiro sugeriu que o Banco Central passará a arcar com os custos do bilionário programa de seguro rural Proagro caso saia do Orçamento Geral conforme previsto na proposta de autonomia financeira da instituição, duas fontes com conhecimento do assunto disse à Reuters esta semana. Terça-feira.
Isso poderia resultar em uma economia de 12 bilhões de reais para o Tesouro, segundo estimativa do Banco Central para o custo do programa neste ano, feita em audiência pública no Congresso no mês passado.
Atualmente, o Banco Central administra o Proagro, que é financiado com recursos do Tesouro.
As duas fontes destacaram que as conversas sobre esse ponto estão em andamento, mas que está longe de acontecer um acordo sobre o texto da autonomia financeira do BC, o que deve lançar para o futuro a perspectiva de votação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça ( CCJ) do Senado, diante da expectativa de que isso possa acontecer nesta quarta.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se opõe diretamente ao ataque, que conta com o apoio do presidente do BC, Roberto Campos Neto, além de boa parte dos dirigentes da autarquia.
O Congresso concedeu autonomia operacional ao BC em 2021, separando o mandato do seu presidente do do presidente do país. A autonomia financeira aprofundaria a independência do BC em relação ao Executivo, pois o banco administraria o seu próprio orçamento, passando a pagar salários e investimentos a partir das receitas geradas pelos seus ativos.
Uma das fontes afirmou que a proposta envolvendo o Proagro faz parte da estratégia do governo de adiar o debate inserindo uma espécie de bode na sala, já que, se não houver acordo, não haverá votação do texto da Constituição e Comissão de Justiça. do Senado.
“Davi (Alcolumbre, presidente da CCJ) não vai discordar do governo”, disse a fonte.
Uma terceira fonte afirmou que Alcolumbre reforçou em conversa com senadores nesta terça que não haveria votação sem acordo.
O BC e o Ministério da Fazenda disseram que não comentariam o assunto. Alcolumbre não comentou de imediato.
Na semana passada, quando o texto seria votado no colegiado, o líder do governo no Congresso, senador Jaques Wagner, propôs um adiamento para buscar consenso, argumentando que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concordou com autonomia financeira para o BC, mas desde que não se transformasse em empresa pública para usufruir deste novo estatuto.
O governo argumenta que se o Banco Central se tornar uma empresa pública como prevê a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), seus resultados anuais, que hoje são cobertos pelo Tesouro como despesas financeiras quando negativos, contariam para os fluxos primários, comprometendo o cumprimento das regras fiscais.
Os resultados negativos do banco central decorrem principalmente de suas operações cambiais, que são afetadas por contratos de swap e flutuações nas reservas internacionais do Brasil. No ano passado, o resultado do BC foi negativo em 114 bilhões de reais.
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