Destacada entre os setores com grande potencial de crescimento, a área de tecnologia continua atraindo profissionais diversos. No entanto, para parte deste grupo, Entrar no mercado de trabalho ainda é um desafio.
Com a perspectiva de gerar mais de 450 mil empregos até o próximo ano, o setor ainda é predominantemente dominado por homens.
Segundo a última pesquisa de gênero realizada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), 83,3% das oportunidades disponíveis na área de tecnologia são ocupadas por profissionais do sexo masculino.
Para tentar reverter esse cenário em nível estadual, comunidade ajudou mulheres a fazer transições de carreira e entrar no setor.
Apoio para ingresso no mercado de trabalho
Fundada por Tereza Oliveira em 2022, Café e tecnologia foi criado com a missão de ajudar grupos sociais minoritários e grupos socialmente vulneráveis.
Utilizando o formato de mentoria coletiva e investindo na formação de uma comunidade que também sirva como rede de apoio, o Café & Tech oferece gratuitamente serviços de orientação profissional e empregabilidade.
Com público-alvo formado por mulheres com mais de 30 anos, provenientes de áreas periféricas e com foco na origem racial, a comunidade também oferece programas de aceleração que auxiliam esse grupo a ingressar no mercado de trabalho.
“Inicialmente, oferecíamos apenas mentorias online para grupos ou individualmente. Começou com uma imersão tecnológica apresentando as oportunidades que existem no mercado de tecnologia”, lembrou Tereza.
A necessidade de aceleração foi observada por Tereza ao perceber que os orientandos enfrentavam obstáculos para ingressar efetivamente no mercado de trabalho.
“Isso também aconteceu comigo, com minha esposa e com meus amigos e outras pessoas que estavam lá no Café & Tech. Foi então que percebemos que não bastava apenas construir a ponte, era preciso de fato criar a vaga”, disse Tereza.
Autoestima profissional
Além de ajudar as mulheres a conquistarem a primeira experiência no mercado de trabalho, o programa de aceleração também ajuda as mulheres a conquistarem maior autoestima profissional.
“Com o programa de aceleração de carreira as pessoas passam pela teoria, passam pelo período de adaptação e têm mais confiança para colocar em prática. A gente se conecta com uma startup que precisa de um produto mínimo viável e a partir daí ela entra no mercado vivenciando toda a realidade de uma empresa”, explicou Tereza.
O primeiro projeto, realizado em parceria com a startup Viverde Casa, possibilitou a entrada de nove mulheres no mercado de trabalho. Após a experiência, que durou cerca de nove meses, a maioria dos participantes conseguiu propostas para outros projetos.

“Conseguimos abrir a portinha da esperança. Este é o pontapé inicial para a transição de carreira porque as pessoas se tornam mais confiantes em si mesmas. Conseguimos criar um ambiente para que eles possam passar pela primeira experiência, que inclui alguns erros”, destacou.
Segundo Tereza, o projeto de seleção da segunda turma de aceleração já foi aberto pela Café & Tech. O novo grupo, também formado majoritariamente por mulheres com mais de 30 anos, realizará trabalhos relacionados à transição energética e à conservação ambiental.
Qualquer pessoa interessada no projeto Café & Tech pode contactar a organização através do Instagram em @acafetech.
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