A alegria da corretora de seguros aposentada Maria Aparecida Leandro Ferreira, 62 anos, durou pouco. Ao receber a primeira pensão, descobriu que tinha direito a cerca de R$ 3,4 mil dos antigos recursos do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação de Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Ao procurar uma agência da Caixa Econômica Federal, em janeiro deste ano, descobriu que o dinheiro estava preso na conta única do Tesouro Nacional e, pelo menos até outubro, não poderia ser sacado devido a um atraso no desenvolvimento de um sistema de informática. pelo Ministério das Finanças.
“Não fui avisado em nenhum momento que tinha saldo a receber [as cotas antigas do PIS/Pasep]. Só descobri quando recebi aquele documento do INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], quando me aposentei, que dizia que eu poderia ir até uma agência da Caixa e sacar o PIS/Pasep”, lembra. O Fundo PIS/Pasep beneficiou quem trabalhou com carteira assinada entre 1971 e 1988, data da promulgação da Constituição brasileira.
Por alguns momentos, Aparecida pensou ter sido vítima de fraude, quando o sistema da agência da Caixa em Guará 2, cidade a 10 quilômetros de Brasília, informou que o dinheiro não estava mais no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “Aí, a gerente da agência chegou com a informação de que o dinheiro estava no Tesouro Nacional e que poderia ser resgatado, mas não sabia como, onde ou quando sacar”, lembra a aposentada.
Numa nota a Agência Brasilo Ministério das Finanças informou que
Em junho do ano passado, um chamada pública do Ministério do Trabalho e Emprego estabeleceu que os pedidos de saque após o repasse dos recursos ao Tesouro poderão ser feitos nas agências da Caixa. As solicitações, porém, ficam paradas no banco até que o sistema informatizado seja concluído.
Histórico
O dinheiro, aliás, está à disposição de Aparecida e de cerca de 23,8 milhões de brasileiros desde agosto de 2018, quando o governo anterior permitiu a retirada de cotas antigas. Durante oito meses, o dinheiro poderá ser sacado nas agências da Caixa (no caso do PIS) e do Banco do Brasil (no caso do Pasep). Na época, havia R$ 35 bilhões que poderiam ser resgatados.
Em 2019, o governo anterior flexibilizou as regras e simplificou os saques de herdeiros de falecidos que detinham cotas do antigo fundo. Em abril de 2020, no início da pandemia de covid-19, o governo emitiu um medida provisória que extinguiu o antigo Fundo PIS/Pasep e transferiu os recursos para a conta do FGTS em nome do trabalhador. Em vez de ir até uma agência bancária, o titular ou herdeiro simplesmente solicitou o dinheiro por meio do aplicativo FGTS, que transferiu o saldo para qualquer conta bancária indicada pelo beneficiário.
Na verdade, o saque das cotas do Fundo PIS/Pasep começou em 2017, mas ficou restrito a maiores de 60 anos. Na época, cerca de 4,8 milhões de acionistas resgataram R$ 6,6 bilhões. Com a ampliação dos saques, em 2018, o número de pessoas que podiam sacar subiu para 23,8 milhões, que tinham R$ 35,7 bilhões para receber. Em 2019, restaram 10,8 milhões de trabalhadores para sacar cotas do PIS e cerca de 30 mil para sacar cotas do Pasep.
Apesar das intensas campanhas midiáticas, quando o dinheiro foi repassado ao Tesouro, em agosto do ano passado, 10,5 milhões de trabalhadores e aposentados, incluindo Aparecida, ainda não haviam sacado R$ 26,3 bilhões. O valor equivale aos R$ 25,2 bilhões repassados em 2020 mais os rendimentos do período em que o dinheiro permaneceu nas contas do FGTS. Cada acionista tem direito, em média, a R$ 2,4 mil, segundo o Conselho Curador do FGTS.
Déficit primário
No final de 2022, a Emenda Constitucional Transitória determinou o repasse dos recursos do FGTS para a conta única do Tesouro Nacional. Em junho do ano passado, o Conselho Curador do FGTS autorizou o repasse ao Tesouro. O dinheiro foi transferido em agosto do ano passado.
A volta dos recursos reforçou o caixa do governo federal no ano passado, evitando que o déficit primário subisse ainda mais. Resultado negativo das contas do governo sem juros da dívida pública, o déficit primário encerrou 2023 em R$ 230,54 bilhões, devido ao pagamento de precatórios (dívidas com trânsito em julgado) adiados pelo governo anterior.
Mesmo com o repasse ao Tesouro, o trabalhador poderá resgatar o recurso em até cinco anos. Em caso de falecimento do beneficiário, os dependentes e herdeiros têm direito aos recursos. Porém, a liberação dos saques depende da finalização do sistema informatizado.
Maria Aparecida afirma ter recebido esclarecimentos sobre a situação apenas por meio da reportagem. “Na Caixa a orientação era abrir um processo interno e, quando o valor estivesse disponível, cairia automaticamente na conta bancária que eu informei. O gerente também me disse que não havia necessidade de voltar para saber do incidente. Desde janeiro não procurei mais a agência e só descobri o que realmente estava acontecendo através Agência Brasil”, afirmou o aposentado.
Documentos
Caso o saque seja solicitado pelo próprio titular, basta apresentar documento oficial de identificação. Caso as cotas sejam solicitadas por herdeiros, dependentes e sucessores, além do documento oficial de identificação, é necessária a apresentação do certificado do PIS/Pasep/FGTS ou carta de outorga – pensão por morte previdenciária e sua relação de beneficiários, emitida pela Previdência Social.
Os sucessores também poderão apresentar, no lugar da carta de concessão, um dos seguintes documentos: declaração de dependentes elegíveis à pensão emitida pelo órgão pagador do benefício; autorização judicial; escritura pública assinada por todos os dependentes e sucessores, se capazes e de acordo. No caso de escritura pública, é necessário certificar por escrito a autorização da retirada e declarar não haver outros dependentes ou sucessores conhecidos.
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