As enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul provocaram queda recorde de 26,2% na produção industrial gaúcha em maio em relação a abril. Os serviços turísticos também sofreram no Estado, sofrendo queda de 32,3% no mês. Os dados são das pesquisas mensais de serviços e da produção industrial regional, divulgadas nesta sexta-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O instituto lembra que as enchentes “danificaram estabelecimentos de prestação de serviços, destruíram a infraestrutura das cidades e reduziram, em grande escala, a mobilidade da população” no Estado.
“Houve paralisação total ou parcial de diversas plantas industriais, além de muitas dificuldades logísticas que prejudicaram a atividade industrial gaúcha. Para se ter uma ideia, a indústria gaúcha está 34,5% abaixo do seu maior nível de produção, obtido em setembro de 2008. Este é o segundo pior nível de produção da indústria no Estado, atrás apenas do resultado de abril de 2020”, citou Bernardo Almeida, analista da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, em nota oficial.
A interrupção das cadeias produtivas em maio seguiu-se ao ganho acumulado de 9,5% nos três meses anteriores de resultados positivos na indústria gaúcha.
“Essa é a taxa negativa mais intensa (-26,2%) já registrada na série histórica, superando inclusive a registrada no início da pandemia, em abril de 2020 (-20,5%)”, destacou o IBGE.
A série histórica da pesquisa industrial mensal tem início em janeiro de 2002. De abril a maio, ocorreram perdas no Rio Grande do Sul nos setores industriais de derivados de petróleo; Produtos químicos; veículos automóveis; alimentos; artigos de couro, artigos de viagem e calçados; produtos de tabaco; máquinas e equipamentos; produtos de metal; metalurgia; e bebe.
O Rio Grande do Sul detém 6,8% de participação na indústria nacional e responde por 4,58% de todo o volume de serviços prestados no país.
“Em geral, os serviços presenciais foram afetados. O aeroporto de Porto Alegre foi fechado”, destacou Rodrigo Lobo, gerente da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, acrescentando que houve perdas no transporte de cargas e nos serviços prestados às famílias na região.
Os serviços tiveram queda de 13,6% na receita nominal no Rio Grande do Sul em maio em relação a abril, mas o volume de serviços prestados cresceu 0,6% no período. O IBGE explica que o resultado do volume foi contaminado pela queda de 86,18% no preço do subitem pedágio calculado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em maio. O subitem é utilizado como deflator da receita nominal das concessionárias rodoviárias e, em conjunto com o subitem óleo diesel, também deflaciona o resultado do transporte rodoviário de cargas.
“Vale ressaltar que diversas concessionárias de rodovias deixaram de cobrar taxas no Rio Grande do Sul, visando facilitar a circulação de veículos que transportavam doações ou que estivessem envolvidos em operações de resgate de vítimas de enchentes no Estado”, explicou o IBGE.
A queda repentina dos preços das portagens acabou por levar ao aumento do volume de serviços prestados. Segundo Lobo, a melhor forma de medir o impacto das enchentes no Rio Grande do Sul em maio é por meio da receita nominal. Nos próximos meses será necessário monitorar a influência do comportamento do deflator dos preços. Em junho, espera-se pressão, via deflator, pela normalização dos preços de pedágio, especialmente na prestação de serviços de concessão rodoviária e de transporte de cargas no Rio Grande do Sul. Após a queda de maio, o IPCA de junho mostrou que o subitem pedágio teve aumento de preço de +358,36%.
“Avaliaremos melhor o impacto quando se esgotar a perturbação no nível de preços”, disse Lobo.
Varejo cresce com doações e compras emergenciais
Na última quinta-feira, 11, o IBGE já havia informado que a aquisição de produtos para doações e compras emergenciais aumentou o volume vendido pelo comércio varejista gaúcho. As vendas no varejo local cresceram 1,8% em maio frente a abril, desempenho acima da média nacional (1,2%).
“Os supermercados tiveram o efeito das compras emergenciais”, declarou Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE. “Houve doações e também uma procura maior. As pessoas que vão ao mercado vão às compras sabendo que pode haver alguma escassez”, acrescentou, durante a divulgação da pesquisa.
O varejo gaúcho foi impulsionado por supermercados, vestuário e calçados e móveis e eletrodomésticos, embora também tenha sido registrado aumento nos itens farmacêuticos.
“Houve efeito de doações que foram feitas no Estado, e isso acaba se espalhando um pouco também, tem esse efeito em outros Estados, mas isso é mais difícil de mensurar”, disse Santos.
As vendas no varejo ampliado – que inclui veículos, materiais de construção e atacado de alimentos – caíram 2,8% no Rio Grande do Sul em maio em relação a abril. Na média nacional, o varejo ampliado cresceu 0,8%.
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