Nos primeiros seis meses deste ano, pela primeira vez o governo do estado de Mato Grosso do Sul ultrapassou a marca de R$ 10 bilhões em receita em um único semestre, fechando em exatos R$ 10.030.930.986,00. Porém, apesar dessa marca, a receita do primeiro semestre cresceu menos que a inflação dos últimos doze meses.
Na comparação com os primeiros seis meses do ano passado, quando os impostos renderam R$ 9,706 bilhões, o crescimento foi de 3,34%, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Política Financeira (Confaz).
A inflação do período (IPCA), porém, foi de 4,23%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (10), pelo IBGE. Isto significa, então, que as receitas do Estado diminuíram, o que não acontecia desde a crise económica global de 2008.
Junho foi o quarto mês consecutivo de mau desempenho dos cofres públicos. A receita mensal foi de R$ 1,543 bilhão, 2,33% acima do valor arrecadado no mesmo mês do ano passado, quando R$ 1,508 bilhão entrou nos cofres do Estado. Somente em janeiro e fevereiro a receita cresceu em ritmo superior à inflação, como mostram dados do Confaz.
Uma das principais explicações para esta estagnação da receita é a queda do ICMS no setor primário, de 19%. Devido à seca e à consequente queda na produção agrícola, a receita do estado caiu de R$ 834 milhões para R$ 675 milhões, o que significa 159 milhões a menos de impostos sobre produtos como soja e minerais.
Este ano, o Estado colheu 45 milhões de sacas de soja a menos que no ano passado e as exportações de minério caíram 40% devido à falta de água no rio Paraguai. Além disso, o preço médio do minério caiu 44% e o da soja, 15% em relação ao primeiro semestre do ano passado.
Mas se a seca e o calor acima da média causaram perdas no sector primário, também ajudaram os cofres do Estado noutra área. A receita de ICMS sobre energia elétrica aumentou nada menos que 20,9%, principalmente devido ao maior acionamento de aparelhos de ar condicionado.
No primeiro semestre do ano passado, o setor energético garantiu R$ 421 milhões. Neste ano, a receita cresceu R$ 88 milhões e fechou o semestre em R$ 509 milhões. O crescimento recorde ocorreu em janeiro, com um aumento de mais de 50% ano a ano.
Outro setor fundamental para evitar uma queda ainda maior no tamanho final do bolo tributário foi o dos combustíveis, que a partir de fevereiro recebeu um aumento de cerca de R$ 30 milhões por mês devido ao aumento dos impostos sobre gasolina e diesel. .
A arrecadação sobre combustíveis, que representa 33% do total do ICMS estadual, aumentou 7,92%, passando de R$ 2,547 bilhões para R$ 2,749 bilhões.
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