O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), indicou que o projeto de renegociação de dívidas dos estados com a União pode ser adiado até agostodada a necessidade de debater o texto com senadores e governadores nos próximos dias.
“Teremos tempo para discussão. Faremos todos os esforços possíveis para que isso seja feito antes do recesso. Mas eventualmente, se for preciso, está tudo bem, não há problema”, disse o presidente do Senado nesta sexta-feira. Terça-feira, dia 9.
Pacheco disse que já se reuniu com governadores dos cinco estados mais endividados (Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Goiás) na semana passada e que se reunirá com governadores do Nordeste esta semana.
Ó reunião foi solicitada pelo governador do Rio Grande do NorteFátima Bezerra, que representa todos os estados do Nordeste.
Questionado sobre quanto a União estaria abrindo mão de receber com essa renegociação da dívida, Pacheco estimou algo em até R$ 28 bilhões por ano.
“Por ano, se tiver R$ 700 bilhões em estoque e a União deixar de arrecadar 4%, seriam R$ 28 bilhões por ano. Mas na verdade a União não está recebendo. A União finge que recebe, o Estado finge pagar e a dívida está aumentando. Estamos proporcionando uma forma de equalização”, argumentou.
Bloqueios mais severos
Rodrigo Pacheco disse ainda que o Ministério das Finanças sugeriu restrições mais severas ao projecto de renegociação da dívida do Estado para garantir o pagamento das dívidas.
Estas disposições, porém, não foram incluídas por Pacheco, que afirmou que a exclusão dos Estados do programa de renegociação seria a pior punição possível.
“Acreditamos que a maior consequência é sermos excluídos do programa e voltarmos a um índice de 4% de juros (mais IPCA). O Estado vai se esforçar, entregar bens, organizar as finanças e se adequar. tem que dar diretrizes, qual será o maior efeito que o programa terá e o Poder Executivo federal pode não querer entrar em questões de gestão do Estado, porque bloqueia as possibilidades do Estado de alternativas de investimento”, disse Pacheco.
Segundo o presidente do Senado, “nem foi incluído no projeto tudo o que o governo queria, nem o que os governadores queriam”.
Pacheco confirmou ainda que o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), será o relator do projeto.
“Espero muita colaboração dos governadores, dos vice-governadores, das assembleias legislativas, dos meus colegas senadores e também do governo federal, por meio do Ministério da Fazenda, para que agora seja realizado o debate e o diálogo necessários para que haja uma texto final a ser levado ao plenário”, afirmou.
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