Ó contas da União Judiciária (TCU) aprovou nesta quarta-feira o acordo entre a Oi e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que prevê a continuidade da prestação do serviço telefônico fixo até 2028.
Ficou acertado que a Rio Telecom, que está em seu segundo plano de recuperação judicial, deverá investir R$ 5,8 bilhões, a maior parte dos quais será paga pela V.tal, empresa de infraestrutura de rede controlada pelo BTG Pactual na qual a Oi, hoje existe uma participação minoritária.
Mesmo com a afirmação contrária da área técnica do TCU e do Ministério Público perante o tribunal, o relator do caso, ministro Jorge Oliveira, disse em seu voto favorável que procurou considerar a complexidade do caso.
“O Ministro relator manifesta a sua concordância com a solução consensual proposta, considerando-a razoável face à realidade dos factos”, disse Oliveira no resumo do seu voto. “A votação reconhece a complexidade do caso e a necessidade de uma solução que atenda tanto aos interesses públicos quanto à situação financeira da Oi.”
O acordo é parte fundamental do segundo plano de recuperação judicial da telecom do Rio de Janeiro, aprovado pelos credores em abril, que busca resolver uma dívida de mais de R$ 44 bilhões.
Atualmente, a Oi é a maior concessionária de telefonia fixa do país. Os contratos de concessão de telefonia fixa não são mais adotados para novos serviços, mas há um legado de acordos antigos que precisam ser abordados.
Segundo dados da Anatel, existem hoje 23,6 milhões de contratos desse tipo em todo o Brasil, alguns deles tratando de serviços essenciais, como telefones de emergência – 190 (polícia) e 193 (primeiros socorros).
O processo analisado hoje no TCU envolve uma disputa bilionária com a Anatel. Em 2020, a Oi ajuizou processo arbitral contra a agência para reclamar R$ 53 bilhões por prejuízos com a manutenção da oferta de telefonia fixa. O regulador, porém, afirmou que a operadora deve R$ 12,1 bilhões em valores relativos à migração da concessão para a autorização.
A solução para encerrar as polêmicas entre Oi e Anatel foi mediada pela área de conciliação do TCU, criada em dezembro de 2022 por iniciativa do presidente do tribunal, Bruno Dantas, para tratar de conflitos que afetam a prestação de serviços à população.
Neste caso específico, o governo precisa manter o serviço em áreas isoladas, onde as opções de comunicação são limitadas, mas a empresa também precisa reduzir despesas e acabar com cobranças para manter sua viabilidade.
A Anatel já havia referendado o acordo. Foi acordada a migração da Oi do regime de concessão para autorização de telefonia fixa, reduzindo obrigações contratuais hoje consideradas anacrônicas, como a manutenção de postos públicos.
Em troca, a empresa se comprometeu a investir R$ 5,8 bilhões, dos quais até R$ 5 bilhões seriam pagos pela empresa V.tal. Há também a possibilidade de investir mais R$ 4,4 bilhões dependendo do resultado da arbitragem.
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