Após reunir os pontos comuns do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da equipe econômica do Congresso, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) apresentará sua proposta de redução e pagamento da dívida dos estados com a união dos governadores essa terça-feira.
Ele se reúne com Cláudio Castro (RJ), Romeu Zema (MG), Eduardo Leite (RS), Ronaldo Caiado (GO) e Tarcísio de Freitas (SP) e, posteriormente, deve iniciar a tramitação da medida. A expectativa é que ele escolha seu aliado, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), para reportar o texto.
Na semana passada, os secretários de Pacheco e do ministro Fernando Haddad, Dario Durigan e Rogério Ceron, se reuniram para traçar os últimos pontos em comum da proposta.
O Tesouro concordou com duas seções que haviam sido solicitadas por Pacheco: a possibilidade de os valores de ativos do Estado, sejam imóveis ou de empresas estatais, serem utilizados como parte do pagamento do saldo devedor.
Com isso, o valor total das dívidas pode ser amortizado. Os valores que os estados devem à União variam entre R$ 93 bilhões, como é o caso do Rio Grande do Sul, e R$ 160 bilhões, que é o caso de Minas Gerais.
Pacheco também discutiu a proposta diretamente com Lula, durante a visita do presidente a Minas Gerais.
A negociação com governadores, mesmo por meio de Pacheco, beneficia Lula no diálogo com os estados, ponto importante em ano eleitoral, segundo aliados do presidente. Eles lembram que Lula está empenhado em eleger prefeitos no maior número de cidades possível. Caminho para fortalecer, no futuro, a base de deputados na Câmara e de senadores nas próximas eleições de 2026.
A entrega de bens também deverá ser utilizada como forma de reduzir os juros das dívidas dos Estados daqui para frente, funcionando como uma espécie de garantia de pagamento. Isto, no entanto, ainda está em avaliação pela equipa económica.
Um ponto que o Tesouro já demonstrou discordar é a possibilidade de redução dos juros retroativos, aqueles que incidiram sobre valores devidos no passado. A cobrança de correção monetária, IPCA, continuará ocorrendo, mesmo com os descontos.
Outro ponto que Pacheco e o governo concordaram foi a criação de um Fundo Nacional de Equalização, com acesso para os demais estados da federação, que não têm dívidas, utilizarem os recursos.
Assim, o plano é manter a proposta do governo de reduzir os juros da dívida para 3% ou 2%, com a condição de que os estados invistam o dinheiro não pago à União em educação e infraestrutura, além de cerca de 1% ser direcionado para o fundo.
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