No início da noite desta quarta-feira (7), o Congresso Nacional projetou vídeos da campanha pelo feminicídio zero, lançada hoje, data que marca os 18 anos de existência da Lei Maria da Penha.
A mobilização federal – do Ministério da Mulher, em parceria com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República – faz parte do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização para o fim da violência contra a mulher, que visa dar visibilidade ao tema e ampliar a divulgação dos direitos das mulheres em situação de violência, além de serviços especializados de acolhimento, orientação e denúncia.
A Ministra da Mulher, Cida Gonçalves, disse, pela manhã, que todos precisam aderir à ação. “Precisamos garantir que não só as instituições, não só o governo, não só pessoas comprometidas e militantes se envolvam e que cada cidadão deste país possa dizer que está indignado e que não aceita a violência contra as mulheres, não aceita o feminicídio . Precisamos de pessoas que briguem entre marido e mulher e façam alguma coisa.”
A biofarmacêutica Maria da Penha, que dá nome à lei, destacou as consequências das mortes evitáveis de mulheres. Foi alvo de duas tentativas de feminicídio, em 1983, por parte do marido Marco Antonio Heredia Viveros.
“Pensei nos órfãos vítimas de violência doméstica. Eu mesmo teria deixado três crianças em orfanatos. Pensei também nas mães e nos pais que viram suas filhas serem assassinadas porque queriam sair de um relacionamento, porque queriam quebrar o ciclo de violência”.
Feminicídio
Desde 2015, o Lei nº 13.104/2015 tipifica o crime de homicídio e também incluiu o feminicídio no rol dos crimes hediondos.
A legislação aumentou a pena do agressor condenado em um terço para metade se o crime foi cometido: durante a gravidez ou nos três meses seguintes ao parto; contra pessoa menor de 14 anos; mais de 60 anos; contra pessoas com deficiência; e se ocorrer na presença de descendente ou ascendente da vítima.
Campanha
A campanha começou nas redes sociais do Ministério da Mulher.
A estratégia de divulgação também envolverá influenciadores como atrizes, atletas, ministros e parlamentares que publicarão vídeos sobre o tema violência contra a mulher e em apoio ao #FeminicídioZero.
As peças publicitárias envolvem materiais digitais para redes sociais, além de materiais gráficos como adesivos, folders e cartazes.
O público poderá assistir a um filme de 30 segundos e três filmes de 15 segundos que retratam três diferentes situações de violência contra a mulher.
O filme promove a Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, canal de ajuda, informação e registro de denúncias de violência por parte da vítima, familiares e testemunhas.
Segundo o Ministério da Mulher, a violência pode começar de forma silenciosa, mas o feminicídio pode ser evitado acolhendo as mulheres, buscando informações, denunciando ameaças e agressões físicas, mesmo quando a violência não é física.
Outros ministérios do governo federal e órgãos públicos também aderirão à campanha.
Violência
O 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, organizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, informa que 1.467 mulheres morreram vítimas de feminicídio em 2023. As agressões decorrentes da violência doméstica aumentaram 9,8%, e totalizaram 258.941 casos.
Houve também aumento de tentativas de feminicídio (7,2%, atingindo 2.797 vítimas) e tentativas de homicídio contra mulheres (8.372 casos no total, aumento de 9,2%), além de registros de ameaças (16,5%), perseguição/perseguição (34,5 %), violência psicológica (33,8%) e estupro (6,5%).
O Brasil também registrou um estupro a cada seis minutos no ano passado. Foram 83.988 vítimas e uma taxa de 41,4 por 100 mil mulheres, com crescimento anual de 6,5%. Outros crimes com índices crescentes são o assédio sexual (48,7%), o assédio sexual (28,5%) e a divulgação de cenas de estupro/sexo/pornografia (47,8%).
“Não é possível aceitar que, a cada seis horas, uma mulher morra por feminicídio. Pior ainda, uma morte evitável. Não podemos aceitar que este seja o país onde, a cada três ou quatro minutos, uma mulher sofre violência sexual, especialmente crianças dos 0 aos 13 anos”, condenou a Ministra da Mulher.
A Articulação Nacional pelo Feminicídio Zero, coordenada pelo ministério, planeja um evento em Brasília para assinatura do Manifesto pelo Feminicídio Zero, no qual cada parceiro da iniciativa se compromete a atuar, como clubes de futebol e igrejas evangélicas.
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