Depois de conseguir três contratos que juntos somam R$ 25,34 milhões com a prefeitura de Corumbá, o empreiteiro André Luiz dos Santos, conhecido como André Patrola, venceu uma licitação no vizinho Ladário que poderia lhe garantir mais R$ 3.767.784,24 por ano. O contrato no Ladário, cujo extrato foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira (6), é para aluguel de máquinas pesadas e caminhões. Ele venceu uma disputa que já estava em suas mãos pelo menos desde 2019. Esse contrato sofreu sete aditivos e com isso a empreiteira recebeu pelo menos R$ 15,8 milhões desde então pela locação de máquinas no município de apenas 342 quilômetros quadrados, o quarto menor do Estado. Este novo contrato é válido por 12 meses, a partir de 28 de agosto. Mas, levando em conta o que normalmente acontece, tende a ser prorrogado por até 60 meses, pois a legislação permite os chamados acréscimos. André Patrola também presta serviços de aluguel de máquinas e caminhões para a cidade de Corumbá. Um contrato divulgado no dia 26 de junho prevê que ele pode faturar até R$ 5,134 milhões por ano. Sua empresa também já controlava esse serviço para Corumbá, município com 64.438 quilômetros quadrados. Além da locação de máquinas, a Patrola possui outros dois contratos com a prefeitura de Corumbá para manutenção de estradas rurais e ruas urbanas não pavimentadas. Juntos, somam quase R$ 21 milhões por ano. Esses três contratos com a prefeitura de Corumbá foram oficializados horas antes do então secretário de Obras, Ricardo Ametlla, ser demitido do cargo. Dois dias antes ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal por suposto envolvimento em esquema de corrupção. A PF apontou que ele era o verdadeiro dono de empresas que faturaram R$ 17 milhões em contratos com a prefeitura, mas as colocou em nome de “laranjas”. O último ato jurídico que realizou como secretário foi formalizar a assinatura de contratos com André Patrola. DENÚNCIA A empreiteira, que também tem contratos multimilionários com a administração estadual e outras prefeituras, ganhou notoriedade com a operação Cascalhos de Areia, lançada em 15 de junho do ano passado. No início de agosto deste ano, o Ministério Público Estadual concluiu a investigação e apresentou denúncia à Justiça envolvendo André Patrola e outras 11 pessoas. Segundo o MPE, foram desviados pelo menos 45 milhões em contratos de aluguel de máquinas e manutenção de ruas não pavimentadas de Campo Grande. Os investigadores analisaram contratos que totalizaram mais de R$ 300 milhões em contratos assinados em 2018 e prorrogados por cinco anos ou mais. Segundo as denúncias que chegaram ao MPE na época, André Patrola utilizou “trocas” para ganhar licitações e foi pago por serviços que nunca foram executados. Um deles era Adir Paulino Fernandes, 66 anos, queijeiro que dizia faturar R$ 2,5 mil mensais e ser proprietário legal de uma empresa que faturou cerca de R$ 220 milhões em contratos com a prefeitura de Campo Grande. nos últimos cinco anos.
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