Em 2021 o nível atingiu o segundo pior da história, apenas um centímetro acima do recorde, registrado em 1964
Devido às chuvas 40% abaixo da média histórica na bacia do Pantanal desde outubro do ano passado, o nível do rio Paraguai na régua Ladário está abaixo de zero desde esta segunda-feira (26). A barreira zero foi quebrada 17 dias antes de 2021, ano em que o rio atingiu o segundo pior nível desde o início da medição, em 1900.
Em 2021, quando o rio atingiu 60 centímetros abaixo de zero (o nível mais baixo alguma vez registado foi em 1964, com 61 centímetros abaixo de zero), a régua do Ladário manteve-se positiva até 10 de setembro.
Depois dessa data, o rio continuou a baixar e só começou a subir em meados de outubro, com a chegada das chuvas. Mesmo assim, permaneceu abaixo de zero até 22 de novembro.
A quebra da barreira zero ocorreu apesar do lançamento de água extra da hidrelétrica de Manso, no Mato Grosso, que no final de junho e início de julho liberou água acima da média durante três semanas no rio Cuiabá, que subiu quase 70 centímetros durante a estação seca.
E, mesmo após a liberação dessa água extra, a barragem continua liberando 80 mil metros cúbicos por segundo e mantendo o rio Cuiabá na casa dos 94 centímetros na régua Cuiabá. Em 2021, no dia 27 de agosto, o nível estava 90 centímetros abaixo do atual, mostrando que a hidrelétrica de Manso evita uma seca ainda mais severa em todo o rio Paraguai.
Mas essa água extra não deve ser suficiente para evitar que o rio Paraguai atinja seu pior nível em 124 anos, pois a meteorologia já prevê chuvas abaixo da média histórica para os próximos três meses, segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento de Tempo e Clima). Clima) de Mato Grosso do Sul.
Nesta terça-feira (27), o nível no Ladário amanheceu quatro centímetros abaixo de zero. No início do mês ainda estava em 48 centímetros. Ou seja, o nível recua em média 1,9 centímetros por dia.
Se continuar nesse ritmo e não houver chuvas fortes ou aumento de vazão na barragem do Manso, a tendência é que o rio supere até o final de setembro os 61 centímetros abaixo de zero registrados em 1964.
TRANSPORTE HIDROVIÁRIO
Devido à falta de chuvas desde outubro do ano passado, o rio Paraguai demorou a subir no início do ano e caiu abaixo de um metro no final de junho. O nível máximo é de apenas 1,47, ante 4,24 registrado no ano passado. Com isso, o volume transportado pela hidrovia despencou quase 50% no primeiro semestre.
Nos primeiros seis meses do ano passado, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), foram transportadas 4,51 milhões de toneladas pelo rio Paraguai a partir dos portos de Corumbá e Porto Murtinho. No mesmo período deste ano, o volume caiu para 2,28 milhões de toneladas.
No primeiro semestre do ano passado, as exportações de minério de ferro geraram US$ 368,3 milhões para a economia local. Este ano, foram apenas 164,6 milhões, segundo dados do Gráfico de Situação do Comércio Exterior. Parte dessa queda na receita se deve à redução dos preços internacionais do minério, da ordem de 25% este ano.
DRAGAGEM
A partir do momento em que o rio desce abaixo de um metro na escala do Ladário, o transporte mineral fica praticamente suspenso. Agora, porém, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) promete iniciar as obras de dragagem até meados de setembro para manter o transporte durante todo o ano.
Segundo a superintendência regional do DNIT, no chamado Trecho Sul, entre Corumbá e Porto Murtinho, foram identificadas “18 etapas críticas e 15 etapas potencialmente críticas” que necessitam de intervenção.
Em alguns deles, as empresas de transporte são obrigadas a desligar os comboios e a ultrapassar os 16 barcos um a um, o que atrasa as viagens em mais de um dia, mesmo quando o rio está a cerca de 1,5 metros.
Ainda segundo o DNIT, “a dragagem de manutenção promove um novo arranjo do leito, retirando sedimentos de canal natural identificado e depositando-os dentro do próprio rio, em ponto que não ofereça riscos à navegação”.
Esta metodologia de trabalho, explica a superintendência, “visa não reduzir a altura da lâmina d’água, o que significa que a dragagem de manutenção não interfere no ciclo de transbordamento do rio”.
Intervenções semelhantes já foram realizadas no chamado trecho norte, entre Corumbá e Cáceres (MT), “há mais de 20 anos sob licença e acompanhamento anual do IBAMA, que emitiu pareceres afirmando que as atividades têm baixo impacto ambiental e que estes são provisórios e reversíveis”.
A estimativa do DNIT é que as obras emergenciais de dragagem durem seis meses, mas mesmo depois disso, explicou a superintendência em nota enviada aos Correios do Estado, serão necessárias obras permanentes de manutenção do calado.
Em agosto do ano passado, o Governo Federal anunciou a liberação de R$ 95 milhões para essas obras de dragagem. Inicialmente, porém, o Ibama entendeu que eram necessários estudos de impacto ambiental para conceder a autorização e por isso os trabalhos não foram iniciados até agora.
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