A Polícia Federal (PF) em Corumbá busca aprofundar investigação para combater o garimpo ilegal no Pantanal, principalmente na região Paraguai-Mirim.
Os crimes nesta área de difícil acesso, a mais de 3 horas e 30 minutos de barco de Corumbá, rio Paraguai, são investigados desde fevereiro do ano passado.
O que mobiliza os criminosos na exploração ilegal são os números envolvidos no setor: em 2023, o valor estimado da produção mineral em Mato Grosso do Sul foi de R$ 111,4 milhões.
Os produtos regularmente explorados no Estado envolvem minério de ferro, calcário e minério de manganês, além de rochas (brita) e brita. A retirada de produtos minerais no MS foi a maior em 2023 na série histórica avaliada pela Agência Nacional de Mineração (ANM), que tem dados computados desde 2010.
O maior volume de produção mineral registrado até o momento foi em 2016, que somou R$ 102,4 milhões.
Os investigadores identificaram até agora que, além da exploração ilegal, os criminosos envolvidos neste esquema também cometem outros crimes. Entre elas está a grilagem de terras, principalmente em áreas devolutas e em regiões de difícil acesso do território pantaneiro.
Pelas fiscalizações realizadas também foi descoberto que os trabalhadores acabam sendo submetidos a trabalhos análogos ao escravo nessas propriedades. Outra situação observada foi o recorde de desmatamento.
Nova repercussão na investigação envolvendo esses casos ocorreu no dia 23, quando foi deflagrada a Operação Chamberlin, com mandados de busca e apreensão cumpridos em Corumbá e também em Cuiabá (MT).
“Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Corumbá e um mandado de busca e apreensão em Cuiabá. Durante a execução, um dos investigados foi encontrado portando arma de fogo irregular, e sua prisão foi realizada em flagrante pelo crime de posse de arma de fogo fogo de arma de fogo de uso permitido”, apontou a PF,
em nota sobre a operação.
Pedidos de busca e apreensão foram solicitados à Justiça Federal, para que os policiais federais pudessem reunir mais provas contra os investigados. Nesta investigação, realizada na semana passada, foram apreendidos itens como mídias digitais, dinheiro, veículos e pedras preciosas.
Todo o material foi enviado à perícia, a fim de permitir a identificação de novos elementos, o que deverá exigir um prazo de pelo menos mais 30 dias.
“Esses materiais serão submetidos à análise pericial para aprofundar as investigações e identificar outros integrantes da rede criminosa”, declarou a PF.
Um estudo do Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil, que envolveu
do Ministério da Infraestrutura e publicado em 1991, indicava que o Pantanal tem potencial para diversas explorações econômicas.
Essa lista inclui matérias-primas como cristal de rocha (quartzo hialino), calcário dolomítico, barita, calcita óptica, ouro, areia para construção, minério de ferro e minério de manganês.
Parte desta riqueza mineral, segundo a publicação oficial, encontra-se em situação de baixo potencial exploratório, principalmente pelos danos ambientais que poderão ser causados.
“Qualquer atividade minerária na região teria que ser vista com grandes restrições, pois interferiria muito no meio ambiente, causando degradação da paisagem e poluição de cursos d’água e nascentes, além de ruídos e vibrações em uma área considerada um patrimônio ecológico santuário, sem similar em outras partes do Brasil e, muito provavelmente, do mundo e deve ser considerado uma área de preservação permanente”, apontou a pesquisa, cujos autores foram Antônio Theodorovicz e Mário Mota Câmara.
Quando as investigações começaram, no ano passado, agentes da ANM participaram das primeiras vistorias com fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), unidade localizada em Corumbá.
Nessa primeira incursão, as autoridades fiscalizadoras encontraram indícios de tentativa de mineração, mas o local não estava ativo no território do Paraguai-Mirim.
Verificou-se também que houve desmatamento para construção de caminhos sem a devida autorização.
Depois que os incêndios florestais no Pantanal causaram danos superiores a 2 milhões de hectares queimados entre janeiro e agosto, o governo federal determinou a realização de investigações sobre crimes contra o meio ambiente.
Nesta investigação envolvendo garimpo ilegal, a PF não divulgou nomes, pelo fato de o caso tramitar sob sigilo judicial. “A Polícia Federal reafirma seu compromisso com a prevenção e repressão aos crimes ambientais no Pantanal, atuando de forma combativa contra os criminosos que atuam na região”, afirmou a corporação.
Descobrir
Além da exploração ilegal, os criminosos também cometem outras atividades ilegais. Segundo a PF, também ocorre grilagem de terras, principalmente em áreas devolutas.
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