Após a suspensão nacional das inscrições para Colecionadores, Atiradores Esportivos e Caçadores (CAC) em 2023, no primeiro semestre deste ano, com a retomada das inscrições, Mato Grosso do Sul viu um salto 13 vezes maior que no ano anterior nas solicitações para registro de CACs.
Segundo dados do Exército Brasileiro, por meio do Comando Militar do Oeste, em Campo Grande, de janeiro a junho deste ano, foram solicitados 254 registros de CAC em Mato Grosso do Sul. No mesmo período do ano anterior, quando houve a suspensão do serviço, foram feitas apenas 19 solicitações no Estado.
Apesar do aumento percentual de 1.236% no número de solicitações, a solicitação de civis para ter acesso a armas ou MS este ano é muito inferior aos registros de CACs ocorridos entre 2019 e 2022, período em que houve mais incentivo por meio de leis do Governo Federal para adquirir posse de armas.
Segundo levantamento feito pelo Exército Brasileiro, em 2022 foram solicitados 6.319 registros CAC, de janeiro a junho. Em 2021, foram 3.816 solicitações no mesmo período.
Os dados refletem a retomada das emissões de CAC pelo Exército, cujas autorizações voltaram à normalidade em janeiro.
A retomada da emissão dos chamados Certificados de Registro (CR) foi expressa em comunicado e em portaria do Exército publicada no final de dezembro do ano passado.
A portaria militar trouxe uma série de especificações sobre o acesso civil aos chamados produtos controlados. Uma das principais mudanças diz respeito ao prazo de validade dos CRs. Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), a validade era de 10 anos. Agora, os documentos precisarão ser renovados a cada três anos.
Além disso, todos os CR emitidos antes das novas regras expirarão em julho de 2026 e precisarão ser renovados para permanecerem em situação regular.
Para o Correio EstadualO deputado federal Marcos Pollon (PL), especialista em legislação de controle de armas, analisou as mudanças mais severas do governo federal em relação às novas diretrizes para aquisição de armas informadas na portaria do Exército Brasileiro.
“As mudanças feitas pelo governo federal são catastróficas para o segmento, são restrições completamente absurdas e sem parâmetros técnicos. O segmento está em agonia desde 2023, um cenário catastrófico”, disse Pollon.
O deputado também falou sobre o andamento no Congresso do Decreto Legislativo (PDL) nº 3/23, da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, que permite a concessão de novos registros para clubes, escolas de tiro e colecionadores, atiradores esportivos e caçadores .
“Esperamos que, com a votação do PDL em breve, algumas coisas sejam excluídas ou alteradas, porque a situação do segmento é realmente muito grave. O PDL deverá ser apresentado na próxima sessão da CCJ, na expectativa de que seja será aprovado e votado no plenário no mesmo dia”, acrescentou.
Novos registros estavam suspensos desde o início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por decreto que reverteu a política armamentista da gestão de Jair Bolsonaro (PL).
RESTRIÇÕES
Em julho do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto sobre controle de armas.
As principais mudanças dizem respeito à redução de armas e munições acessíveis aos civis, incluindo caçadores, atiradores e colecionadores.
Houve também a retomada da distinção entre armas utilizadas pelos órgãos de segurança e armas acessíveis ao cidadão comum.
A norma também decreta o fim do porte de munições para caçadores, atiradores e colecionadores, restrições às entidades de tiro esportivo, redução da validade dos registros de armas de fogo e a migração progressiva de competência relativa às atividades civis envolvendo armas e munições para a Polícia Federal.
Para uso em defesa pessoal, anteriormente era permitido registrar até 4 armas sem necessidade de comprovação da real necessidade. Agora, é permitido o uso de duas armas mediante comprovação de efetiva necessidade.
Para os caçadores, especificamente, era permitida a posse de 30 armas. Com as mudanças, esse número cai para seis armas.
Descobrir
Nacionalmente, o Exército Brasileiro cancelou ou suspendeu 60 mil registros de CAC nos últimos cinco anos.
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