Devido ao frio que atingiu o Estado nos últimos dias, o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública da União (DPU) e a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul emitiram recomendação para que o município de Campo Grande adote cuidados medidas para pessoas em situação de rua.
A ação conjunta tem como base a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu a omissão dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios na implementação da Política Nacional para a População em Situação de Rua (Decreto Federal nº 7.053/2009).
As instituições solicitam à Capital a disponibilização de abrigos temporários, itens de higiene pessoal, além da reativação de programas estruturantes de assistência social.
O MPF e a Defensoria Pública pedem que sejam disponibilizadas imediatamente, por meio da Defesa Civil de Campo Grande, barracas de abrigo, com estrutura mínima, compatível com a dignidade da pessoa humana, nos locais de atendimento que não possuam mais vagas de alojamento.
Além disso, o órgão federal solicita ao Executivo que emita alertas meteorológicos sobre ondas de frio com antecedência e com a devida publicidade.
Segundo o MPF, a cidade vive frio, com ondas acompanhadas de chuva, o que deixa em situação ainda mais vulnerável quem não tem acesso a abrigo, água ou banheiro.
O único centro de referência especializado para população em situação de rua da cidade não funciona nos finais de semana e feriados, nem mesmo parcialmente ou para distribuição de alimentos.
Segundo dados obtidos no CadÚnico, atualizados até maio deste ano, Campo Grande tem 1.057 moradores de rua.
Sobre as instituições que deveriam monitorar a situação da população vulnerável na Capital, como o Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Acompanhamento de Políticas Públicas para Pessoas em Situação de Rua (Ciamp), o MPF informa que esses órgãos estão inativos desde 2023, sem reestruturação e engajamento das secretarias municipais.
Foi recomendado pelo MPF que a prefeitura apresentasse um plano de reativação do Ciamp, além de desenvolver um programa de combate à violência sofrida pela população em situação de rua, disponibilizando um protocolo de atendimento na rede pública de saúde.
ESTRUTURA PRECÁRIA
O relatório do Correio Estadual realizada em maio, informou que o Ministério Público do MS (MPMS) visitou o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), e constatou uma série de deficiências estruturais no local, que recebe cidadãos que vivem em situação de rua. estrada.
No documento, constatou-se que o espaço físico do Centro Pop está no “cúmulo do atentado à dignidade dos cidadãos”, pois no local existem apenas duas casas de banho, uma para homens e outra para mulheres, que são utilizadas por cerca de 120 pessoas. pessoas diariamente.
“Além disso, o banheiro feminino também se encontra em precárias condições de conservação e higiene, além de falta de manutenção estrutural nos sanitários e chuveiros”, explica o documento sobre o local.
Após o Laudo de Fiscalização Técnica realizado pelo MPMS, a Prefeitura de Campo Grande respondeu que os problemas da unidade se deviam às pessoas que utilizam o local como abrigo, e que acabam violando o patrimônio público.
Por meio de documento judicial em resposta ao pedido de tutela de urgência do MPMS, a respeito da situação do Centro Pop, a prefeitura informou que a maioria das pessoas atendidas no local “são usuárias de substâncias psicoativas e, em muitos casos, ingressam na unidade sob efeito de drogas, causando violação ao patrimônio público, bem como contra funcionários”.
Porém, somente após a denúncia ser feita pelo Ministério Público, a prefeitura informou que iria alocar um funcionário para cuidar do local e evitar danos.
ABORDAGEM SOCIAL
A Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS) informou que realiza o Atendimento Especializado em Abordagem Social (Mares), com equipes que oferecem atendimento à população em situação de rua na Capital, por meio de busca ativa e denúncias feitas através dos números disponíveis para a população 24 horas por dia.
Segundo o SAS, o objetivo primordial deste serviço é “estabelecer vínculo com os utentes e garantir a abordagem do serviço social e a procura ativa”, o que permite o acesso à rede de serviços e aos benefícios assistenciais.
Descobrir
O MPF deu prazo de 30 dias para que a Prefeitura se manifestasse sobre o cumprimento da recomendação, informando também quais medidas foram implementadas em prol da garantia dos direitos da população em situação de rua.
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