O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou recursos contra o acórdão que, na prática, inviabilizou a chamada revisão vitalícia dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O julgamento virtual do caso começou na semana passada e foi concluído nesta sexta-feira.
Sete ministros votaram contra os recursos: Kassio Nunes Marques (relator), Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. O ministro Alexandre de Moraes abriu divergência e votou a favor dos recursos.
Os votos a favor dos aposentados foram dados pelos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Edson Fachin e André Mendonça.
O que o STF decidiu sobre a revisão completa da vida?
O STF decidiu que o segurado não pode escolher o regime mais vantajoso para sua aposentadoria do INSS. Isso impactou a decisão sobre a revisão integral de vida, que foi discutida em outra ação.
O Instituto de Estudos Previdenciários (Ieprev) e a Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNTM) interpuseram embargos de esclarecimento, espécie de recurso utilizado para esclarecer pontos do julgamento.
As organizações alegam que o julgamento da revisão de vida não foi levado em consideração.
O relator é o ministro Nunes Marques, que votou pela rejeição dos recursos, alegando que o tema foi “objeto de deliberação expressa” no julgamento e que o entendimento era superar esta tese.
Alexandre de Moraes, que liderou a posição vencedora no julgamento de revisão de vida integral e é um dos principais defensores da tese dentro do Tribunal, chegou a pedir destaque na análise deste recurso, que levaria a discussão ao plenário físico.
Porém, o ministro voltou atrás e a discussão voltou ao ambiente virtual.
Entenda a discussão
Em 2022, o plenário do STF havia decidido que o mecanismo de “revisão integral da vida” é constitucional.
Isso significa que todas as contribuições previdenciárias feitas ao INSS pelos trabalhadores no período anterior a julho de 1994 poderiam ser consideradas no cálculo das pensões, o que poderia aumentar a renda de alguns aposentados.
No entanto, a decisão não entrou em vigor porque havia recurso pendente interposto pelo governo federal.
Em março, antes de analisar esse recurso, o STF decidiu julgar outras duas ações que questionam mudanças no sistema previdenciário promovidas por uma lei de 1999, que implementou a reforma previdenciária do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Ao analisar essas ações, os ministros aprovaram tese que estabelece que o segurado não pode optar pela regra mais favorável.
Por maioria, o tribunal entendeu que os segurados não têm direito de escolha, mesmo que a regra lhes seja mais benéfica. É uma decisão exatamente oposta a rever toda a sua vida.
Com isso, toda a revisão de vida foi prejudicada, pois os segurados só poderão seguir as regras do fator previdenciário, sem direito de escolha.
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