O programa Minha Casa, Minha Vida, reformulado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em julho do ano passado, registrou um aumento significativo de 65,9% nos lançamentos de novas residências no Brasil durante o primeiro semestre deste ano, em em relação ao mesmo período de 2023. Em contrapartida, o mercado imobiliário como um todo teve um crescimento modesto de 5,7% em lançamentos no mesmo período, segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com o Sesi e Senai.
Esse crescimento significativo fez com que a participação do Minha Casa, Minha Vida nos lançamentos imobiliários aumentasse 70% em um ano. No segundo trimestre de 2024, as unidades lançadas pelo programa representaram 53% do total do mercado imobiliário, superando, pela primeira vez, o restante do setor, que respondia por 47%. No mesmo período de 2023, essa proporção era de 31% para o programa social e de 69% para os demais lançamentos.
No total, foram lançadas 83.930 unidades habitacionais no segundo trimestre de 2024, das quais 44.764 faziam parte do Minha Casa, Minha Vida.
Distribuição de lançamentos
Apesar do sucesso do programa, dados regionais mostram que o Minha Casa, Minha Vida segue a tendência do mercado e prioriza o Sudeste. A região recebeu 61,8% dos lançamentos do programa no segundo trimestre deste ano, seguida pelo Nordeste com 14,2%, Sul com 13,4%, Norte com 6,2% e Centro-Oeste com 4,3%.
Embora o Sudeste tenha o maior déficit habitacional em termos absolutos, proporcionalmente ao número de habitantes, a região apresenta um déficit menor que a média nacional de 8,3%, segundo levantamento da Fundação João Pinheiro (FJP) e do Ministério das Cidades . O Norte, que recebeu apenas 6,2% dos lançamentos do programa, tem estados com as maiores proporções de déficit habitacional do país, como Amapá, Roraima e Amazonas.
O déficit habitacional no Norte e Nordeste é caracterizado principalmente por moradias precárias, enquanto em outras regiões o problema é a carga excessiva do aluguel urbano, onde as famílias de baixa renda dedicam mais de 30% de sua renda ao aluguel.
Expectativas
Celso Petrucci, conselheiro da CBIC, destaca a importância da comparação regional dos lançamentos do Minha Casa, Minha Vida. No Norte, 86% dos imóveis lançados no segundo trimestre de 2024 foram por meio do programa social, enquanto no Sudeste a participação foi de 60%. Ele acredita que a participação no programa deverá crescer nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sul a partir do próximo trimestre.
Além disso, o aumento de R$ 23 bilhões no orçamento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) neste ano deverá incentivar o desenvolvimento de novos empreendimentos dentro do programa social.
Mercado imobiliário
As vendas de imóveis no Brasil cresceram 15,2% no primeiro semestre de 2024 em relação ao mesmo período de 2023. Porém, o crescimento das vendas do Minha Casa, Minha Vida foi inferior ao dos lançamentos, resultando em um aumento de 5,6% em a oferta final de novos projetos do programa.
Apesar do aumento de lançamentos, a participação do Minha Casa, Minha Vida nas vendas ainda é tímida, representando apenas 31% no segundo trimestre de 2024, enquanto os demais empreendimentos correspondem a 69% das vendas.
Um novo decreto do Ministério das Cidades deverá impulsionar as vendas do programa ao limitar a compra de imóveis usados, redirecionando o orçamento do FGTS para a aquisição de imóveis fora do plano ou recém-construídos, que têm maior potencial de geração de empregos.
Assine o Correio do Estado

empréstimo consignado para servidor público municipal
emprestimo para bpc ja esta liberado
simulação de empréstimo no bradesco
empréstimos itau simulador
melhores bancos emprestimo
quitar emprestimo caixa
taxa de juros do emprestimo consignado banco do brasil