A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macedo, discutiram, em Campo Grande, a construção do Plano Participativo do Clima, nesta quarta-feira (14), com foco no Pantanal . Marina destacou que, apesar da redução dos incêndios por conta das chuvas e do frio, a situação dos incêndios pode piorar nos próximos dias.
A pauta dos ministros foi o Plano Climático, que visa engajar a população para enviar propostas, tirar dúvidas sobre o processo e informar sobre as etapas de elaboração da estratégia que norteará a política climática do país até 2035.
Marina Silva, que já veio diversas vezes ao Estado nos últimos meses para abordar questões envolvendo queimadas no Pantanal, reforçou a importância da parceria com o governo do Estado para a formulação e implementação de políticas relacionadas ao clima.
Ela destacou ainda que é importante debater o Plano Climático para responder à gravidade do problema enfrentado no Mato Grosso do Sul e no Amazonas.
“Agora vivemos esta seca intensa que vem acompanhada de incêndios, que são igualmente desafiadores”, afirmou.
Marina destacou que são mais de 900 pessoas do governo federal trabalhando na prevenção e combate às chamas, além de funcionários do governo estadual e da prefeitura. Com as chuvas e a frente fria dos últimos dias, vários focos foram extintos, mas o cenário futuro é preocupante.
“Sabemos que enfrentaremos mais uma onda de calor, menor umidade, ventos fortes, por isso não desmobilizamos as equipes mesmo com a chuva que tivemos em algumas regiões. Estamos vivendo uma situação crítica na RPPN [Reservas Particulares do Patrimônio Natural] do Sesc Pantanal e temos todo o trabalho sendo feito lá nessa frente, mas sabemos que isso tem a ver com a combinação das mudanças climáticas, tem a ver com os incêndios que são causados pelo desmatamento e ao mesmo tempo pela falta de entendemos que na base de tudo isso está a emissão de CO2 que aumenta a temperatura, o carvão, o petróleo, o gás e o desmatamento”, disse.
Segundo o ministro, o Plano Climático também irá aprofundar questões relacionadas com a adaptação para lidar com os eventos climáticos.
“O esforço que estamos fazendo aqui já é um esforço de adaptação, porque como o período de seca antecipou os incêndios em dois meses e meio, se não tivéssemos a lei do Pantanal, se não tivéssemos trabalhado preventivamente com as equipes desde no ano passado, não conseguiríamos mobilizar os recursos que mobilizamos”, afirmou.
“É uma agenda de adaptação com cerca de 16 planos, e uma agenda de mitigação com cerca de oito planos para todos os sectores, para a energia, para os transportes, para a indústria, agricultura e desflorestação, etc.”, acrescentou.
Um dos objetivos, segundo Marina, é chegar à COP29, no Azerbaijão, com contribuições determinadas nacionalmente para não permitir que a temperatura da Terra ultrapasse 1,5.
Plano Climático Participativo
O ciclo plenário do Plano Participativo do Clima foi realizado nesta quarta-feira (14) no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande, sendo o quarto de oito encontros presenciais.
Os encontros têm como objetivo engajar a sociedade civil no envio de propostas, esclarecer dúvidas sobre o processo e informar sobre as etapas de desenvolvimento da estratégia que norteará a política climática do país até 2035.
Na capital mato-grossense o tema foi o bioma Pantanal.
A elaboração do Plano Climático é liderada pela CIM (Comitê Interministerial de Mudanças Climáticas), formada por representantes de 22 ministérios, pela Rede Clima e pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, e tem dois pilares principais: a redução das emissões de gases de efeito estufa efeito e a adaptação das cidades e dos ambientes naturais às alterações climáticas.
O lançamento do ciclo plenário foi em Brasília, no dia 30 de julho. No dia 1º de agosto o tema foi Sistema Costeiro-Marinho, em Recife e, no dia 2, a plenária abordou a Caatinga, em Teresina (PI).
Depois do Pantanal, em Campo Grande, os próximos serão:
- Mata Atlântica, em São Paulo (SP);
- Pampa, em Porto Alegre (RS);
- Amazonas, em local a definir;
- e Cerrado, em Imperatriz (MA).
Das sessões plenárias surgirão propostas que poderão ser incluídas na primeira versão do documento, que será apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na COP 29, no Azerbaijão, em novembro.
O resultado de todo o processo de formulação de instrumentos da Política Nacional sobre Mudanças Climáticas, com participação direta da sociedade civil, será apresentado na COP30, que acontece no Brasil, em Belém (PA), em novembro do próximo ano.
* Com conselhos

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