O conflito entre produtores rurais e indígenas pela demarcação de terras na região de Douradina, a 191 quilômetros de Campo Grande, tem gerado grande preocupação no governo federal. Recentemente, 11 indígenas ficaram feridos em outro confronto. Em resposta, a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, viaja nesta terça-feira (6) para Mato Grosso do Sul para tentar mediar o diálogo e acalmar ambas as partes envolvidas.
Até o momento não há informações detalhadas sobre a agenda da ministra, mas ela confirmou a viagem nesta segunda-feira, após o debate sobre o prazo para a demarcação de terras na região.
Segundo informações da reunião realizada nesta tarde (5) no Supremo Tribunal Federal (STF), o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) propôs a demarcação de 12,1 mil hectares no território Panambi Lagoa Rica, em Douradina.
Os confrontos entre indígenas e produtores rurais tornaram-se uma área de grande preocupação para o governo federal. Neste fim de semana, 11 indígenas ficaram feridos, alguns com balas de borracha e munições letais, durante confronto com seguranças privados que permanecem acampados no local para evitar novas ocupações em propriedades rurais.
Equipes da Força Nacional, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Departamento de Operações de Fronteira (DOF) permanecem no local para garantir a segurança tanto dos indígenas quanto dos produtores rurais.
Confronto entre indígenas deixou 11 feridos
Neste final de semana, indígenas e agricultores entraram em confronto, deixando 11 indígenas feridos no município de Douradina, a 191 quilômetros de Campo Grande.
Os ruralistas confrontaram os Guarani-Kaiowá com balas de borracha. Algumas pessoas ficaram feridas, machucadas e sangrando.
Conforme apurou a reportagem, os agricultores anunciaram em suas redes sociais que os indígenas invadiram mais áreas em Douradina, além das sete reintegrações de posse que já estão dentro dos limites da Terra Indígena Lagoa Panambi.
Este é o segundo conflito entre indígenas e agricultores neste fim de semana. No sábado (3), outro ataque armado deixou dez indígenas Guarani-Kaiowá feridos em Douradina.
Dois indígenas ficaram em estado grave e foram levados ao Hospital da Vida, em Dourados. Um foi baleado na cabeça e outro no pescoço.
O Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) divulgou nota sobre a escalada de violência e ataques às comunidades indígenas Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul.
Segundo o MDHC, o coordenador-geral do Programa de Proteção aos Defensores, Comunicadores e Ambientalistas dos Direitos Humanos (PPDDH) chegou ao estado de Mato Grosso do Sul, neste domingo (4), para integrar a equipe coordenada pelo Ministério do Índio. Povos na resposta do Governo Federal aos ataques.
“Desde julho, o Ministério dos Direitos Humanos trabalha em coordenação com o Ministério dos Povos Indígenas, a Fundação dos Povos Indígenas (FUNAI), o Ministério da Justiça e Segurança Pública e outros órgãos na Sala de Situação instalada pelo Governo Federal, para prevenir e reprimir os ataques que as comunidades indígenas sofrem nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul. O MDHC continua negociando com o Ministério da Justiça e Segurança Pública para melhorar o uso da Força Nacional de Segurança Pública no controle de conflitos, proteção e defesa da vida das pessoas afetadas e respeito aos direitos humanos dos povos indígenas”, informou o MDHC por meio de nota indígena”, informou o MDHC por meio de nota.
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