Por David Lawder
RIO DE JANEIRO (Reuters) – Espera-se que os líderes financeiros do G20 recebam com satisfação a crescente probabilidade de um “pouso suave” para a economia global, ao mesmo tempo em que alertam sobre os riscos representados por “guerras e conflitos crescentes” não especificados, de acordo com um rascunho do relatório do grupo. declaração vista pela Reuters na terça-feira.
Os ministros das Finanças e os chefes dos bancos centrais do G20, reunidos esta semana no Rio de Janeiro, também planeiam sinalizar os riscos de uma recuperação global desigual, dependendo da persistência da inflação, segundo o documento.
“Estamos encorajados pela crescente probabilidade de uma aterragem suave para a economia global, embora subsistam vários desafios”, afirma o projecto de declaração, referindo-se a um cenário em que a inflação é controlada sem desencadear uma recessão dolorosa ou um salto acentuado. desemprego.
Ao evitarem menções explícitas aos conflitos na Ucrânia e em Gaza, os diplomatas procuram contornar as diferenças entre a Rússia e as principais nações ocidentais que tornaram impossível chegar a um consenso na reunião de chefes financeiros em Fevereiro.
Os negociadores brasileiros disseram na semana passada que o G20 concordou em deixar os debates geopolíticos fora de uma declaração conjunta, a fim de se concentrar na cooperação económica para lidar com questões como a pobreza global, as alterações climáticas e as crises da dívida em nações menos ricas.
“A actividade económica provou ser mais resiliente do que o esperado em muitas partes do mundo, mas a recuperação tem sido altamente desigual entre os países, contribuindo para o risco de divergência económica”, afirma o projecto de declaração.
O documento destacou que os riscos para as perspectivas económicas permanecem globalmente equilibrados, com a desinflação mais rápida do que o esperado e as inovações tecnológicas citadas entre os riscos ascendentes.
Por outro lado, o documento apontou riscos negativos, como a escalada de conflitos, a fragmentação económica e a inflação persistente que mantém as taxas de juro mais elevadas por mais tempo.
Em linha com o foco da presidência brasileira na desigualdade global, o projeto de declaração alertava que “as mudanças climáticas (…) poderiam piorar substancialmente os desafios da desigualdade” e destacava a “angústia da dívida” em “vários países de baixa e média renda”.
O projecto de documento também intensificou a linguagem que apela à reforma do Fundo Monetário Internacional, citando a “urgência e importância do realinhamento das quotas para melhor reflectir as posições relativas dos membros na economia global”.
Um apelo à resistência ao proteccionismo, embora pouco alterado em relação ao resumo presidencial de Fevereiro do Brasil, foi citado separadamente num parágrafo autónomo do projecto de comunicado.
(Reportagem de David Lawder no Rio de Janeiro; reportagem adicional de Jan Strupczewski em Bruxelas, Gabriel Araújo em São Paulo, Isabel Versiani em Brasília e Karin Strohecker em Londres)
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