Para tentar chegar a um acordo com o governo federal, a votação do Proposta de Emenda à Constituição 65/2023 (PEC) que confere autonomia financeira e administrativa ao Banco Central (BC). A PEC tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Em sessão desta quarta-feira (17), os senadores da comissão anunciaram acordo para adiar a votação.
O líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA), concordou em adiar a votação, argumentando que não haveria maioria na CCJ para aprovar a PEC. “A expectativa era de empate. A expectativa da pontuação mostrou que os próprios colegas ainda não têm maioria consolidada. Bom, então esse período abriu [para mais negociações]”, ele adicionou.
O senador lembrou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não é contra a autonomia administrativa e financeira do BC, mas sim a forma como essa autonomia seria concedida.
“Às vezes dizem que o problema, o diabo, está nos detalhes. É esse detalhe que aprisionou [a tramitação da matéria]”, disse o senador. O governo é contra a transformação do Banco Central em empresa pública.
A PEC em análise transforma o BC de órgão federal vinculado, mas não subordinado, ao Ministério da Fazenda, em empresa pública, de natureza especial, em razão do exercício de atividade estatal, passando a ter personalidade jurídica de direito privado.
Senadores favoráveis à PEC concordaram em adiar a matéria, como a senadora Tereza Cristina (PP-MS). “Acho que merece mais discussão. Se conseguirmos chegar a um acordo que não desfigura o relatório, penso que será muito bom”, disse ela.
A exceção foi o relator do texto, senador Plínio Valério (PSDB-MA), que reclamou da demora do governo em entrar no debate. “Para mim haveria uma votação. Se houver adiamento, claro, teremos muito espaço, muito tempo para conversar. Mas espero que haja esse diálogo real”, disse ele.
“São muitas considerações e demandas do governo, algumas pertinentes, outras nem tanto. Não posso pegar as sugestões agora, horas antes da reunião, e aceitá-las ou não”, acrescentou Plínio Valério que, mesmo sem tempo para analisar as propostas do governo, defendeu a votação do relatório tal como estava.
Segundo o líder Jaques Wagner, a demora do governo em resolver o assunto se deveu a outras prioridades, como as negociações sobre a compensação de isenções de folha de pagamento para setores econômicos e municípios. “Não há ideia de procrastinação”, disse ele.
Com a autonomia proposta pelo relator, o orçamento do BC deixaria de depender de repasses do Tesouro Nacional, e passaria a utilizar receitas próprias geradas pelo seu patrimônio, para cobrir suas despesas com pessoal, custos gerais e investimentos.
Caso a PEC seja aprovada, os servidores do BC deixarão de ser regidos pelo regime único da União e passarão a ser servidores públicos, regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Votação separada
Na semana passada, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) apresentou votação em separado propondo a rejeição da PEC. Ele argumenta que há incompatibilidade entre a natureza da empresa pública e as responsabilidades típicas do Estado exercidas pelo BC.
“No nosso ordenamento jurídico, as atividades típicas do Estado são exercidas de direito público”, afirmou o senador, acrescentando que “empresa pública é a entidade com personalidade jurídica de direito privado”.
Especialistas consultados por Agência Brasil alertou que a PEC promove uma espécie de privatização da gestão do BC e traz riscos fiscais ao país, uma vez que os lucros obtidos pelo banco não poderão mais ser repassados ao Tesouro Nacional.
Mas os defensores da PEC afirmam que a medida é necessária para que a instituição possa desenvolver suas atividades e fazer os investimentos necessários sem correr o risco de ter recursos bloqueados ou limitados pelo orçamento da União.
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