O Senado Federal e a Advocacia-Geral da União (AGU), que representa o governo federal, pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação até 30 de agosto do prazo dado pelo ministro Cristiano Zanin para chegar a um acordo sobre a desoneração da folha de pagamento de 17 trabalhadores. sectores intensivos da economia.
A isenção foi suspensa pelo ministro a pedido do governo em abril. Após negociações entre governo e senadores, o ministro deu 60 dias para que os poderes chegassem a um acordo sobre medidas compensatórias. Este período de 60 dias expira em 19 de julho. Porém, o projeto que aborda o tema só deverá ser votado em agosto.
A isenção substitui a cobrança sobre a folha de pagamento dos setores intensivos em mão de obra por uma alíquota sobre o faturamento das empresas. O acordo prevê que a isenção continue em vigor este ano e uma redução gradual comece até 2027.
— Há incerteza sobre as fontes de compensação. Ficamos com um consenso sobre a remuneração, talvez isso não seja maduro o suficiente para dar conforto ao Congresso Nacional para votar essa matéria — disse o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Propostas
Os senadores argumentaram que as medidas de arrecadação sugeridas por eles seriam suficientes para cobrir cerca de R$ 18 bilhões em 2024, considerando também a desoneração fiscal para os municípios. Por outro lado, o Tesouro afirma que as medidas não cobrem este valor.
Por isso, o Tesouro propôs uma espécie de “gatilho” para aumentar a CSLL em até 1 ponto percentual caso as medidas não sejam suficientes. A CSLL incide sobre os lucros das empresas. A ideia era que o aumento dos encargos pudesse variar de 0 a 1 ponto percentual. Mas até agora não houve acordo com os senadores, que se recusam a onerar mais empresas. Portanto, ainda não houve votação do texto.
Os parlamentares haviam sugerido, entre as medidas, um programa de incentivo ao pagamento de multas devidas às agências reguladoras pelas empresas, a repatriação de recursos para o exterior, além de taxar compras internacionais de até US$ 50 (o que já foi aprovado). . Para o Tesouro seria necessária pelo menos mais uma medida com forte impacto na arrecadação.
A desoneração da folha de pagamento permite que as empresas substituam a contribuição previdenciária de 20% sobre os salários dos empregados por uma alíquota sobre a receita bruta da empresa — que varia de 1% a 4,5%, dependendo do setor e do serviço prestado. . Os setores e trabalhadores afetados consideram a medida essencial para a manutenção do emprego e da renda.
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