A 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina decidiu, por unanimidade, conhecer do recurso do secretário adjunto de Segurança Pública de Florianópolis, Waldyvio da Costa Paixão Júnior, conhecido como Coronel Paixão, contra o ex-vereador Maikon da Costa, e manteve a condenação por prestar serviço à comunidade por calúnia, injúria e difamação.
A defesa de Costa havia recorrido em instâncias superiores de decisões anteriores do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, mas o STJ (Superior Tribunal de Justiça) e o STF (Supremo Tribunal Federal) não alteraram o teor da decisão do TJSC.
Assim, a pena de nove meses e 10 dias de detenção, em regime aberto, mais o pagamento de multa de 13 dias, tornou-se definitiva.
A pena privativa de liberdade foi substituída por pena restritiva de direitos, consistindo na prestação de serviços à comunidade ou entidade pública a designar pelo Tribunal de Execução.
Esta decisão afetou diretamente a sorte política e eleitoral do ex-vereador. Isto porque, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) apurada na ação penal que o Coronel Paixão moveu contra Maikon Costa, as penas resultaram na perda de direitos políticos.
Assim, com a decisão do TSE, o ex-vereador perde seus direitos políticos e não poderá concorrer a um cargo eletivo nos próximos anos conforme a decisão.
Isto também o impediria de assumir qualquer função pública devido à perda desses direitos. Isso acaba afetando, inclusive, seu retorno ao cargo de vereador, caso o impeachment seja revertido em uma possível decisão judicial.
Resumo de vinculação
Aliás, o ministro do STF André Mendonça recebeu denúncia do vereador cassado Maikon da Costa (PP) contra decisão do TJSC que, segundo ele, violou a Súmula Vinculante nº 46.

No dia 4 de julho, antes de decidir sobre o pedido de urgência, o ministro solicitou informações ao TJSC e manifestação da Câmara Municipal de Florianópolis, que terá prazo de 10 dias para responder, a partir desta segunda-feira (08).
O ex-vereador afirma que seu impeachment foi irregular por não respeitar o prazo de 90 dias previsto em lei. Ele busca a anulação desta decisão e a suspensão do Decreto Legislativo nº 04, para ser reintegrado como vereador em Florianópolis.
Este caso não é único. Recentemente, por relato do ministro Luís Roberto Barroso, o STF devolveu o mandato ao vereador Renato de Almeida Freitas Júnior (PT), de Curitiba, com base na mesma tese jurídica.
Freitas foi cassado pela Câmara Municipal de Curitiba por quebra de decoro, após participar de um protesto contra o racismo dentro de uma igreja, em meio a casos de homicídios de pessoas negras de grande repercussão nacional.
A decisão do ministro Barroso no caso Freitas, que questionou a legalidade e constitucionalidade do processo de cassação, poderia servir de precedente para o julgamento da denúncia de Maikon da Costa.
Querem tirar isso do jogo, diz Maikon Costa
Por nota, Maikon destacou que o processo acelerado dos processos contra ele, e a condenação inconstitucional por palavra e opinião considerar crime quem fez o que foi eleito para fazer, que é fiscalizar, é prova clara de que querem “tirá-lo do jogo”.
Sobre a decisão do STF, Maikon diz acreditar que não há derrota. “Tenho orgulho de ver os esquemas de corrupção sendo desvendados, e muito em breve teremos uma reviravolta nos meus casos, com a verdade sendo restabelecida”, concluiu.
Abaixo, a nota do ex-vereador na íntegra:
“A tramitação processual acelerada dos meus casos, e a condenação inconstitucional por palavra e opinião considerar crime ser alguém que fez o que foi eleito para fazer, a INSPEÇÃO, é uma prova cabal de que o sistema pretende me tirar do jogo.
Enquanto fui condenado por falar a verdade com total nexo de causalidade com a coisa pública, a Polícia Civil recuperou mais de 80 Caminhões Lajotas no Município de Paulo Lopes decorrentes de minhas denúncias na época.
A revisão criminal está em andamento e muitas evidências serão trazidas à luz, mostrando claramente à população que o Sr. Coronel Paixão cometeu não um, mas inúmeros atos ilícitos no caso.
Em relação à decisão do STF, não vejo como uma derrota, mas pelo contrário, como uma vitória! Tenho orgulho de ver os esquemas de corrupção sendo desvendados e muito em breve teremos uma reviravolta nos meus casos, com a verdade sendo restabelecida”.
*Texto atualizado às 18h25 para declaração do ex-vereador
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