No período de 12 meses encerrado em junho deste ano, 23.869 famílias de Campo Grande entraram na lista de devedores. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), desenvolvida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Capital tinha um total de 214.402 pessoas endividadas em junho, ou 65,9% da população economicamente ativa. população.
No mesmo mês do ano passado, 190.533 grupos familiares afirmaram estar endividados, ou seja, tinham contas ou dívidas contraídas através de cheques pré-datados, cartões de crédito, recibos de lojas, empréstimos pessoais, compras de imóveis e pagamentos de automóveis e seguros. , o que representa um aumento de 12,53% – um aumento de 23.869.
Na comparação com o mês de maio, a pesquisa aponta também aumento no índice de famílias endividadas, que passou de 64,7% para 65,9% em junho. O aumento também ocorreu entre um mês e outro no percentual de famílias com contas em aberto, de 30,2% para 31,4%. Aqueles que informam que não terão condições de pagar aumentaram de 10,4% para 11%.
Dos 214.402 endividados de Campo Grande, os que têm contas pendentes totalizam 102.286, enquanto os que não terão condições de pagar somam 35.834.
A economista do Instituto de Pesquisas da Fecomércio de Mato Grosso do Sul (IPF-MS), Regiane Dedé de Oliveira, explica que o endividamento em si não é considerado problemático, uma vez que contas parceladas como cheques pré-datados, cartões de crédito, cartões de lojas, empréstimos pessoais, pagamentos de automóveis e seguros.
“A dívida, quando faz parte do planeamento familiar, é positiva para a economia. O que dispara um alerta é o aumento dos indicadores de inadimplência. É sempre importante estar atento ao seu compromisso de renda para honrar seus compromissos e manter a economia em movimento”, observa.
O mestre em Economia Eugênio Pavão atribui o cenário de aumento do endividamento à oferta de produtos financeiros dos bancos. “Atualmente temos jogos virtuais que estão levando as pessoas ao endividamento e à inadimplência, com a perda do controle sobre sua vida financeira”, pontua.
Para o doutor em Economia, Michel Constantino, um ponto importante a destacar é o elevado índice de empregabilidade na capital mato-grossense. “Temos uma taxa de emprego elevada, as pessoas tendem a gastar mais. Então, a tendência de gastar mais é também se endividar”, analisa.
Segundo Constantino, endividar-se, em geral, para o brasileiro é um problema, tendo em vista que essa condição pode evoluir para inadimplência, que é quando você deixa de pagar a conta e ela é negada pelos órgãos de proteção ao crédito.
Porém, o doutor em economia ressalta que, em geral, todo mundo tem algum tipo de dívida.
“Você passa o cartão, financia, faz um investimento. Você está se endividando. Essas questões não são um grande problema, mas o maior problema é a inadimplência. Então esse já é um indicador um pouco preocupante”, reforça.
Para os analistas, a dívida é um sinal onde o maior número de pessoas endividadas aponta para um indicador problemático. “É um sinal de que é preciso melhorar o planejamento financeiro, considerando que o Brasil vive uma taxa de juros muito alta e continuará tendo taxas de juros altas até que o governo organize a parte fiscal e isso tudo influencia no bolso do consumidor”, analisa Constantino .
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Entre os principais tipos de contas identificadas como responsáveis pelo endividamento estão os cartões de crédito com 71%, seguidos dos recibos de loja representando 19,3%. O financiamento habitacional corresponde a 9,3%, o crédito pessoal 9,2%, seguido pelo financiamento de automóveis com percentual de 7,5% e 4,2% está comprometido com crédito consignado. Outros 4% atribuíram a condição a outros tipos de dívida.
O índice é composto por níveis, sendo estes os mais endividados (16,6%); mais ou menos endividados (22,3%); pouco endividados (27,1%) e os que não possuem dívidas desse tipo, representando 34,1%. Segundo a pesquisa, 31,4% dos campograndenses relataram ter contas atrasadas e outros 11% declararam não ter condições de pagar.
Um dos indicadores do inquérito destaca que um total de 47,7% respondeu positivamente quando questionado se alguém que vive na sua casa tem atualmente alguma dívida pendente. Por outro lado, 51,5% disseram não. Nesse sentido, ao considerar todos os entrevistados, o estudo aponta 31,4% de famílias com dívidas pendentes em Campo Grande.
SUPERINDÍVIDO
Na contramão do cenário nacional, que mostrava aumento, o grupo considerado muito endividado, na capital mato-grossense, ganhou poucos novos integrantes, ao longo dos 12 meses entre junho do ano passado e junho de 2023, com mais 3.962 famílias
No ano anterior, a pesquisa apontou 31.628 grupos familiares altamente endividados em Campo Grande, enquanto no mês passado 35.590 se declararam superendividados, o que segundo o Código de Defesa do Consumidor define como a “impossibilidade manifesta do consumidor pessoa física, em bom estado de conservação”. fé, pague todas as suas dívidas de consumo, exigíveis e vincendas, sem comprometer o seu mínimo existencial, de acordo com a regulamentação”.
No país, a parcela de brasileiros que se consideram muito endividados atingiu em maio deste ano o maior nível em sete meses. Segundo relatório do Peic, a parcela dos muito endividados subiu para 17,8%, ante 17,2% em abril, o que representa o nível mais alto desde outubro de 2023 (18,1%).
Depois de dois meses sem subir, o índice que representa quem tem mais de 50% da renda comprometida com dívidas, incluído entre os que se declaram “endividados” e também superendividados na pesquisa, voltou a subir. Essa participação aumentou de 20,7% para 20,8% entre abril e maio, a maior desde fevereiro (21,1%) no Brasil.
Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o economista Izis Ferreira, responsável pelo estudo, o levantamento da CNC não costuma ter grandes saltos percentuais entre um mês e outro. “É uma pesquisa que não tem desvio padrão alto. Por isso, as mudanças em temas relevantes são acompanhadas de perto pelos analistas”, explica.
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