Os juros futuros fecharam a quinta-feira com queda firme, sustentados pela melhora na percepção do risco fiscal e pela queda abaixo de R$ 5,50. O anúncio de que o governo identificou quase R$ 26 bilhões em despesas obrigatórias que poderiam ser cortadas do Orçamento de 2025 derrubou principalmente as taxas no centro da curva, impactando as apostas de alta da Selic em julho e nos próximos meses.
No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interbancário (DI) para janeiro de 2025 estava em 10,610%, a mínima, ante 10,695% ontem no reajuste. O DI para janeiro de 2026 caiu de 11,53% para 11,27% e o DI para janeiro de 2027, de 11,84% para 11,59%. O DI para janeiro de 2029 teve taxa de 11,99%, ante 12,20%. O dólar à vista caiu 1,47%, a R$ 5,4864.
Sem a referência de Nova Iorque, a liquidez foi menor nesta sessão em que o foco foi inteiramente na área fiscal. Ontem, ao longo do dia, o mercado já tentava antecipar o que viria do anúncio do governo, que saiu após o fechamento dos negócios.
Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, as despesas obrigatórias que poderão ser cortadas, no valor de R$ 25,9 bilhões, são resultado do pente fino em programas sociais e outras despesas que vem sendo feito nos últimos meses , e a proposta conta com o aval do presidente Lula.
O estrategista de renda fixa da BGC Liquidez, Daniel Leal, divide a correção da taxa em duas etapas. O primeiro começou ontem à tarde com o presidente Lula afirmando que se houver algum “perturbação tem que ser consertado”, e o segundo gatilho veio à noite, com o anúncio. “O mercado clamava por sinais mais firmes de corte de gastos. Entre ontem e hoje, a curva já fechou em torno de 40 pontos com a percepção de que não haverá descaso com as contas públicas”, disse.
O efeito foi mais forte nos vértices intermediários, que agregam expectativas para a política fiscal e monetária. Porém, ainda há prêmio de risco pelo aperto monetário no próximo Copom – cerca de 24% de probabilidade de alta de 25 pontos-base, ante 35% de ontem no final do dia. Na manhã desta terça-feira, quando Lula criticou pela última vez o Banco Central, a chance ultrapassou os 80% pela manhã. Até o final do ano, a curva aumentará cerca de 75 pontos-base na taxa Selic.
“O mercado ainda preserva algum prêmio em antecipação aos detalhes dos cortes e também por conta da folha de pagamento, amanhã”, diz Leal, lembrando que a divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas no dia 22 é o próximo evento decisivo em relação ao fiscal . Essa precificação de alta também se mantém até certo ponto porque se o BC tiver que movimentar a Selic para algum lugar, a chance dela subir ainda é muito maior do que cair. “O cenário básico ainda é de manutenção. A curva sinaliza mais sobre o que poderia ser um possível próximo passo”, disse ela.
A muito curto prazo, o relatório sobre o emprego dos EUA para Junho, amanhã, poderá estimular uma nova “perna” na correcção das taxas, se os números apoiarem as possibilidades de uma queda nas taxas de juro até Setembro e um orçamento total de 50 pontos este ano. Através de pesquisas sobre Projeções Broadcat, a criação de empregos está estimada em 200 mil, abaixo dos 272 mil empregos criados em maio.
emprestimo consignado banco do brasil simulação
qual valor do emprestimo do bolsa familia
cartão consignado loas
banco pan simular emprestimo fgts
simular empréstimo consignado bradesco
renovar cnh aracaju
banco pan correspondente
empréstimo no banco do brasil