Alguns dos casos já foram convertidos em investigação, enquanto outros estão em fase de investigação; Além da polícia, o Ministério Público já mapeou 14 incêndios com origem em 20 localidades
As forças de segurança, tanto federais quanto estaduais, trabalham com diversas investigações para apurar possíveis ações consideradas criminosas e que deram início aos incêndios no Pantanal, no Mato Grosso do Sul. A Polícia Civil Federal, nas delegacias de Corumbá, tem mais de 18 boletins de ocorrência em andamento para saber como começou o incêndio em diferentes imóveis. Alguns dos casos já foram convertidos em investigação, enquanto outros estão em fase de investigação.
O agravamento do fogo no bioma ocorreu em junho e dados do Laboratório de Aplicações Ambientais por Satélite da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ) mostraram que mais de 4% do Pantanal já havia queimado nos primeiros seis meses. Só no mês passado, foram mais de 410 mil hectares.
Nos primeiros três dias de julho foram devastados mais de 24 mil hectares. E os casos de incêndio continuam. O sistema Pantanal em Alerta, do Corpo de Bombeiros e do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, identificou pelo menos 500 focos de calor por dia no início do mês.
Este ano, a Polícia Federal conta com um escritório que utiliza tecnologia para monitorar o início do incêndio. Conforme apurou a reportagem, há uma equipe de investigação da delegacia de Corumbá mobilizada para apurar mais de 10 denúncias já registradas.
Os policiais federais vêm realizando reuniões de planejamento e análise de todos os casos desde o início de julho. A previsão é que cada denúncia seja transformada em inquérito policial e haja fiscalizações em todos os locais citados.
Além dos investigadores, também serão mobilizados peritos criminais da PF para realizar as investigações. O objetivo é identificar evidências além das declarações para chegar ao início das ignições do fogo.
Para auxiliar neste trabalho, foi montada uma estrutura com tecnologia e análise de satélite na Marinha, no Ladário.
Paralelamente a esse trabalho, a Polícia Civil de Corumbá também desenvolve outras oito investigações. Em uma das investigações, policiais civis colheram depoimentos e também contaram com o apoio de peritos para identificar a área onde ocorreu o incêndio em uma propriedade privada próxima à BR-262, na região da Estrada Parque (MS-228).
Uma das suspeitas era que o incêndio tivesse começado depois que um trabalhador rural utilizou o fogo para coletar mel, mas perdeu o controle da situação. No entanto, esta situação não foi confirmada até à data.
O delegado Filipe Araújo, que lidera uma das investigações, destacou que o incêndio que começou em uma fazenda acabou se espalhando para outras quatro propriedades rurais.
“É importante destacar que os proprietários e trabalhadores das outras três explorações (afetadas), em trabalhos extremamente difíceis que duraram vários dias, conseguiram controlar o incêndio. Fizeram aceiros com tratores e caminhões-pipa”, pontuou o delegado.
“No entanto, o combate ao incêndio ainda não acabou e foi possível constatar alguns pequenos incêndios durante uma fiscalização esta semana. Se não forem monitorados e controlados constantemente, o incêndio poderá recomeçar”, acrescentou.
Neste trabalho investigativo da Polícia Civil, um drone também está sendo utilizado para registrar o tamanho da área atingida pelo incêndio. Além da Perícia Criminal, que realizou perícias no último fim de semana, a Polícia Militar Ambiental também está dando apoio nas ações de fiscalização em campo.
“A Polícia Civil alerta que provocar incêndios em matas e matas, além de ser infração administrativa passível de multa e suspensão de atividades, também é crime, previsto na lei de crimes ambientais. E há uma pena que pode ultrapassar os 5 anos de prisão”, explicou o delegado Filipe Araújo.
“E esse crime pode ser cometido tanto na modalidade dolosa, que é quando há a intenção de provocar o incêndio, quanto na modalidade culposa, que ocorre quando a pessoa não tem intenção de iniciar o incêndio, mas por descuido acaba iniciando isso”, continuou ele. .
Até o momento, o que as autoridades policiais apontaram é que a identificação dos autores continua sendo investigada, pois além de identificar o início da ignição, também é necessária a verificação de indícios que comprovem a autoria para a responsabilização.
MINISTÉRIO PÚBLICO
Outro esforço contínuo para investigar incêndios florestais no Pantanal está sendo liderado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Houve investigação no período entre 10 de maio e 30 de junho deste ano. Já foram mapeados 14 focos de incêndio, com origem em 20 localidades, identificados em 13 fazendas e em uma Terra Indígena, além de áreas sem cadastro rural.
A maioria (17) está no município de Corumbá, enquanto 3 estavam em Porto Murtinho.
As fazendas identificadas são: Astúrias (Luis Gustavo Battaglin Maciel), Piuvinha (Fabiano Fernandes Chagas), Angical (AIP & LVP Holding e Participações), Bahia Bonita (Décio Sandoval de Moraes), Campo Enepê (Rubens Vedovato de Albres), Mamoeiro ( Felizardo do Carmo e Antar Mohammed), Alegrete (José Romero e José Arruda), Pantaneira (Agrícola, Ambiental e Florestal Geotécnica Ltda e Machetto Emprendimentos), Santa Tereza (Tereza Cristina Ribeiro Ralston Botelho Bracher), Ipê (Décio Sandoval de Moraes), imóvel sem matrícula rural Dom Bosco – Corumbá, Nossa Senhora das Graças (Ricardo Augusto de Souza e Silva).
Em todos eles, os proprietários foram notificados pelo MPMS para prestar esclarecimentos.
Descobrir
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), um levantamento feito pela entidade não conseguiu encontrar ligação entre os atuais incêndios florestais e o desmatamento no Pantanal. Nos últimos 8 anos, foram desmatados 153.210,17 hectares no bioma, porém, dos 20 locais de ignição, apenas um está próximo de região com desmatamento.
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